Cláudio Nunes cobra atitude de Amorim para retirar Feliciano da CDHM
O blogueiro do Portal Infonet diz que "entre as lideranças do PSC em Sergipe há um clima de estranheza pelo total silêncio do senador Eduardo Amorim sobre a permanência de Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minoria". "ele é o único senador do PSC e tem força política na direção nacional", anota o jornalista; e cobra: "Amorim, como liderança maior do PSC no Congresso precisa atuar firmemente neste momento. Ou o silêncio dele é porque concorda com o discurso de Feliciano? Não seria melhor prestar solidariedade a André Moura e atuar para retirar Feliciano da Comissão?"
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Na mídia nacional por várias semanas, desde que foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) não está nem aí para a maioria da sociedade que pede sua renúncia. Lideranças evangélicas, como exemplo, o polêmico pastor Silas Malafaia (que durante a campanha eleitoral de 2010, chamou Dilma de tudo e um pouco mais) acredita que o colega pastor terá um percentual de votos em São Paulo, de pelo menos 400 mil votos que possibilitará a ampliação da bancada. Seriam os votos dos evangélicos conservadores.
Enquanto os protestos aumentam pelo país, como o realizado no final de semana no Rio de Janeiro e em Belém onde Feliciano esteve para participar de um culto (com vários seguranças), o líder do partido na Câmara, André Moura, um dos responsáveis pela indicação, chegou a defender a saída por conta do grande desgaste político.
Entre as lideranças do PSC em Sergipe há um clima de estranheza pelo total silêncio do senador Eduardo Amorim sobre o assunto. Ele é o único senador do PSC e tem força política na direção nacional.
É claro que o senador Eduardo Amorim cultiva como principio básico dos seus pensamentos e ações uma democracia ampla e, sobretudo, fraterna, sem preconceito algum. Como único senador do PSC, não só o eleitorado espera, mas as lideranças do partido em Sergipe, solidariedade ao deputado André Moura, que até o momento vem sendo a “bola da vez” por conta da indicação de Feliciano.
A Comissão de Direitos Humanos é a porta voz dos anseios de setores que sempre foram sufocados e discriminados no Brasil. Feliciano já demonstrou que não sabe separar a figura do presidente (que deve ser imparcial) do pastor que faz questão de propalar sua fé através de um discurso religioso homofóbico, racista e segregador. Num país que é laico, pelo menos na Constituição.
O senador Amorim, como liderança maior do PSC no Congresso precisa atuar firmemente neste momento. Ou o silêncio dele é porque concorda com o discurso de Feliciano? Não seria melhor prestar solidariedade a André Moura e atuar para retirar Feliciano da Comissão?
Infelizmente, muitos comemoram que Feliciano está conseguindo captar para si uma parcela do eleitorado que é homofóbica e racista. Um perigo. Já que é só analisar no passado e no presente recente, tantos políticos que utilizaram o nome de Deus para cometer atrocidades.
Feliciano chegou a dizer na semana passada que vai libertar a comissão do domínio do satanás. Ele apenas confirmou o que Dostoievsky escreveu: “Se o demônio não existe e, portanto, o homem o criou, este o fez à sua imagem e semelhança”. E com suas ações Feliciano incorporou a frase em toda sua ampla concepção.
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