Clandestinos dominam estradas no Norte de Minas
Segundo o DER-MG, o Norte de Minas tem 8 mil veículos realizando transporte irregular. Ações das polícias estadual e federal flagraram 40 veículos em apenas dois dias. Passageiro fica entre o melhor preço do veículo ilegal e a segurança e legalidade dos ônibus
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Minas 247 – A briga é antiga. De um lado, motoristas autônomos e taxistas alegam o livre exercício da profissão. Do outro, empresas de ônibus dizem que são as únicas aptas a prestar o serviço de transporte coletivo nas estradas. No centro da disputa, o passageiro fica entre o melhor preço e a praticidade do veículo clandestino e a segurança e legalidade dos ônibus.
De acordo com levantamento do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), a região norte do estado conta com 500 taxistas, 3.700 carros particulares e 3.800 ônibus realizando transporte de passageiros. Todos clandestinos.
Confira a matéria do jornalista Girleno Alencar, do jornal Hoje em Dia
O Norte de Minas tem 8 mil veículos fazendo o transporte clandestino de passageiros, conforme dados do Departamento de Estradas de Rodagens de Minas Gerais (DER-MG). Desde o último domingo, uma megaoperação é realizada na região para tentar coibir a prática ilegal.
Segundo o diretor de fiscalização do órgão, João Afonso Baeta Costa Machado, o alto número surpreendeu o órgão. No ano passado, havia uma estimativa de que 3 mil veículos eram usados no transporte irregular.
As blitze realizadas na região contam com o apoio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e polícias Rodoviária Estadual e Federal. Somente nos dois primeiros dias de ação foram flagrados 40 veículos. A expectativa é a de que a fiscalização continue até o fim do mês.
João Afonso Baeta afirma que Minas Gerais tem 20 mil veículos fazendo o transporte clandestino de passageiros e que 40% deles estariam no Norte de Minas. O levantamento feito pelo DER e que será divulgado na quinta-feira (21), em Montes Claros, aponta que participam do esquema 500 taxistas de outras cidades que praticam o transporte intermunicipal de passageiros, com a captação individual; 3.700 carros particulares e vans; e 3.800 ônibus. Eles atuam fazendo o transporte clandestino intermunicipal e interestadual.
O empresário Humberto Sapori, do Grupo Transnorte, que realiza o transporte regular na região, afirma que o quadro é grave. Ele estima que, atualmente, o serviço clandestino seja responsável por dois terços do transporte de passageiros na região.
O taxista Antônio Wilson Conceição Almeida, presidente da Associação dos Taxistas de São Francisco, afirma que a fiscalização está acontecendo de forma rude. Segundo ele, os passageiros são obrigados a desembarcar e a prestar informações sobre como ocorreu a prestação do serviço. Ele possui uma decisão judicial que o permite transportar os passageiros.
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