Ciro, da base de Temer, declara voto em Lula e não teme retaliações
O senador Ciro Nogueira (PP) não demonstra preocupação com uma possível retaliação, após dizer que votará no ex-presidente Lula, se o petista for candidato a presidente da República; de acordo com o parlamentar, o seu posicionamento não representa o partido, que integra a base de Michel Temer; "O PP do Piauí tem o papel de apoiar o governo federal, o governo federal não tem candidato. O que eu disse é que meu voto pessoal é no Lula. No meu partido, a grande maioria não apoia o Lula, isso é mais uma decisão do Nordeste, por tudo que Lula fez pelo Nordeste", afirmou
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Piauí 247 - O senador Ciro Nogueira (PP) não demonstra preocupação com uma possível retaliação, após dizer que votará no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se o petista for candidato a presidente da República. De acordo com o parlamentar, o seu posicionamento não representa o partido, que integra a base de Michel Temer. Ciro disse não ver motivo para desentendimento com o MDB em nível nacional ou mesmo com lideranças da sigla, porque o PP não terá candidato a presidência neste ano.
"O PP do Piauí tem o papel de apoiar o governo federal, o governo federal não tem candidato. O que eu disse é que meu voto pessoal é no Lula. No meu partido, a grande maioria não apoia o Lula, isso é mais uma decisão do Nordeste, por tudo que Lula fez pelo Nordeste", afirmou. Os relatos foram publicados no site Cidade Verde.com, do Piauí.
"Eu não gostaria jamais de estar contra o Lula em eleição nenhuma e torço que ele possa ser candidato. Ele está em primeiro lugar nas pesquisas. Acho que essa vontade popular tem que ser respeitada, tem que se dar o direito de que ele dispute a eleição, que seja julgado como aquele que para mim é o maior juiz de tudo, que é o povo. E espero que a gente possa estar ao seu lado aqui no palanque na eleição de 2018", acrescentou.
O ex-presidente Lula será julgado no dia 24 deste janeiro, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. A corte vai julgar em segunda instância o processo do tríplex, da Operação Lava Jato, no qual Lula foi condenado em julho a nove anos e meio de prisão.
Pesquisa
O petista atingiu o ápice de aprovação na série histórica das pesquisas Barômetro Político Estadão-Ipsos. Em dezembro, Lula teve seu sexto mês seguido de melhora na avaliação, chegando a 45% de aprovação. A parcela da população que o desaprova é de 54%.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aparece na pesquisa Ipsos com 19% de aprovação e 72% de desaprovação. No levantamento do mês anterior, as taxas eram, respectivamente, de 24% e 67%.
O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que tem aparecido em segundo lugar em pesquisas de intenção, é aprovado por 21% e reprovado por 62%. Houve piora de suas taxas em relação aos dois levantamentos anteriores.
O recorde de rejeição entre os presidenciável fica com o ministro Henrique Meirelles, com 75%.
Denúncia 'sem prova cabal'
O Ministério Público Federal denunciou Lula, em setembro de 2016, argumentando que o ex-presidente recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012, através de um triplex no Guarujá (SP). Um dos procuradores, Henrique Pozzobon admitiu não existir "prova cabal" de que o petista é "proprietário no papel" do tripléx.
"Precisamos dizer desde já que, em se tratando da lavagem de dinheiro, ou seja, em se tratando de uma tentativa de manter as aparências de licitude, não teremos aqui provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário no papel do apartamento, pois justamente o fato de ele não figurar como proprietário do tríplex, da cobertura em Guarujá é uma forma de ocultação, dissimulação da verdadeira propriedade", disse o procurador.
Nove meses antes, em janeiro, o ex-presidente publicou no site do Instituto Lula um dossiê completo em que disponibiliza todos os documentos referentes ao apartamento. Foram publicados seus contratos com a Bancoop, sua declaração de Imposto de Renda, a declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral e os contratos que compravam a desistência da ex-primeira-dama Marisa Letícia em continuar com o imóvel.
"A mesquinhez dessa 'denúncia', que restará sepultada nos autos e perante a História, é o final inglório da maior campanha de perseguição que já se fez a um líder político neste País", diz o texto (leia mais aqui, inclusive, os documentos).
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