Ciclofaixas popularizam bicicletas em São Paulo

Aos poucos as magrelas são incorporadas à matriz de transportes da cidade; nos domingos e feriados nacionais parte das vias dedicadas aos carros recebe sinalização específica para permitir o tráfego de bicicletas das 7h às 16h; circuitos envolvem o Parque Ibirapuera, o centro da capital, Avenida Paulista, Viaduto do Chá, Teatro Municipal e Mosteiro de São Bento, além da ciclofaixa definitiva de 3,3 k em Moema

Ciclofaixas popularizam bicicletas em São Paulo
Ciclofaixas popularizam bicicletas em São Paulo


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Daniel Mello

Repórter da Agência Brasil 

São Paulo – A cidade de São Paulo tem 119,7 quilômetros (k) de ciclofaixas de lazer. Nos domingos e feriados nacionais parte das vias dedicadas aos carros recebe uma sinalização específica na faixa mais à esquerda para permitir o tráfego de bicicletas das 7h às 16h. Em um dos circuitos é possível pedalar desde o Parque Ibirapuera até o centro da capital, passando pela Avenida Paulista. São 41 k em um percurso que permite chegar a pontos turísticos como o Viaduto do Chá, o Teatro Municipal e o Mosteiro de São Bento. Existe ainda uma ciclofaixa definitiva de 3,3 k, em Moema, zona sul paulistana, que funciona durante 24 horas, todos os dias da semana.

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As ciclofaixas incentivam o uso da bicicleta, aumentando a popularidade do veículo que aos poucos está sendo incorporado à matriz de transportes da cidade. “Ela [a ciclofaixa] tem um apelo para as pessoas adquirirem a cultura da bicicleta e começarem a usar durante a semana, como meio de transporte. Mas, obviamente, não é uma estrutura para a mobilidade”, explica João Paulo Amaral, um dos fundadores do Bike Anjo, coletivo de ciclistas experientes que apoia iniciantes para que andem com mais segurança nas ruas da cidade.

Amaral acredita que para melhorar a mobilidade na capital paulista todo o modelo atual de expansão e uso da cidade precisa ser repensado. “Não só para a questão da bicicleta, mas para o uso da cidade pelas pessoas, envolvendo também pedestres, as pessoas que estão usando transporte público e outros meios de transporte. Assim, a gente começa a desmitificar o uso do espaço urbano, das ruas”, destaca.

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Ainda existe, na opinião do ativista, um desequilíbrio nos investimentos do Poder Público, que prioriza o uso do carro em detrimento de outras formas de transporte. “A questão é que a gente tem que começar a ver o desequilíbrio de investimentos da prefeitura. Por um lado, ela vai fazer algumas ações pontuais para transporte público e pedestres, mas por outro, continua criando vias, para a circulação de mais carros”, critica.

A Secretaria Municipal de Transportes (SMT) diz que está estudando por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) diversas alternativas para promover a bicicleta como meio de transporte e lazer na cidade. De acordo com a secretaria, a meta da prefeitura é expandir em 150 quilômetros a malha cicloviária existente.

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Além das ciclofaixas, fazem parte dos 241,4 k da malha cicloviária paulistana, 60,4 k de ciclovias, que são vias específicas, apartadas do tráfego de automóveis, para trânsito de bicicletas. Também estão incluídos nesse número 58 k de ciclorrotas, vias de velocidade reduzida (30 quilômetros por hora) e com pequeno tráfego de automóveis por onde as bicicletas circulam à beira do meio fio. Contam ainda com placas e pintura no chão para alertar os motoristas.

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