Cia de Teatro Nu Escuro estreia espetáculo de rua na sexta-feira

Dirigida por Hélio Fróes, montagem integra a trilogia Goyaz de investigação cênica proposta pela trupe; Gato Negro é a segunda peça da série, que começou com Plural (2012), com direção de Izabela Nascente, e terminará em 2015 com a peça O Iconógrafo, dirigida por Lázaro Tuim; apresentação acontece na Praça Universitária à meia noite

Cia de Teatro Nu Escuro estreia espetáculo de rua na sexta-feira
Cia de Teatro Nu Escuro estreia espetáculo de rua na sexta-feira (Foto: Layza Vasconcelos)


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Goiás247_ Um encontro marcado há sete anos, três donzelas à espera do amor prometido e a visita de uma criatura mística, que provoca mudanças na vida de todos. Inspirado em mitos populares do imaginário latinoamericano, o espetáculo de rua Gato Negro da Cia de Teatro Nu Escuro, estreia no dia 1º de fevereiro (sexta-feira à meia noite), na Praça Universitária, em Goiânia, com o patrocínio do Prêmio ProCultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro (2010), Prêmio Funarte de Artes na Rua (2011) e Lei Goyazes - Lei Estadual de Incentivo a Cultura.

Dirigida por Hélio Fróes, esta montagem integra a trilogia Goyaz de investigação cênica proposta pela Cia de Teatro Nu Escuro. Gato Negro é a segunda peça da série, que começou com Plural (2012), com direção de Izabela Nascente, e terminará em 2015, com a peça O Iconógrafo, dirigida por Lázaro Tuim.

 “O objetivo da pesquisa é olhar de forma crítica e poética para a formação rural do Estado de Goiás”, conta o ator e diretor. Segundo Fróes, a trilogia GOYAZ também tem como proposta fortalecer as linhas de estudos e técnicas do grupo fundamentadas no trabalho de investigação do ator, na música executada ao vivo e no teatro de formas animadas. Todos esses elementos foram trazidos para a concepção do mais novo espetáculo do grupo.

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Pesquisa

O fundamento da pesquisa para o Gato Negro remete ao hibridismo cultural da América Latina, onde o barroco assentou-se em definitivo e foi apropriado pelo filho de brancos europeus, de negros africanos, de indígenas nativos, originando o elemento real maravilhoso (também conhecido por fantástico ou realismo mágico), que representa e significa, em essência, o inusitado, o assombroso, o inaudito, o exótico ou aquilo com que se estabelece uma relação radical de alteridade.

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É inspirado nesse contexto estético, que Gato Negro foi concebido, trazendo à tona uma gama de emoções provocadas pela espera, tangenciando a frustração, o medo, a angústia, a ilusão. “Os excessos que caracterizam essa linguagem serão sublinhados no espetáculo por um humor negro, mas sempre com um olhar crítico. É o grotesco tratado com seriedade”, explica o diretor.

O contato com o público é facilitado pela inserção da Música, pontuando a encenação do começo ao fim, costurando narrativas ao som de bolero, tango, salsa e outras levadas latinas. “A sonoridade também colabora para a criação da atmosfera coletiva e do estado de cada personagem, que sente medo, tensão, alegria, frustração”, afirma Abílio Carrascal, responsável pela direção musical do espetáculo e composição da trilha sonora original, em parceria com Cristiané Perné e Hélio Fróes.

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Para o novo espetáculo, a Nu Escuro experimenta próteses sonoras, equipamentos sonoros especialmente desenvolvidos para as demandas do Gato Negro. A tecnologia portátil permite que o elenco não somente amplifique a voz por meio de microfones, mas que leve consigo, conectado ao corpo, todo o repertório de efeitos sonoros que dão ambiência à cena, operados em tempo real, pelos atores e atrizes.

Dança

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Como o Gato Negro não fala, é a expressão corporal que vai permitir o diálogo com os outros personagens. “A Dança é a responsável pela construção das relações”, revela Lázaro Tuim, que encarna o personagem místico e coreografa todo o elenco, juntamente com Luciana Caetano e Juliano Andrade.

Gato Negro integra também técnicas de manipulação de máscaras e bonecos, agregando “encantamento metafísico” à obra. Izabela Nascente, Marcos Lotufo e Marcos Marrom assinam a criação e confecção dos bonecos em cena. A máscara do Gato Preto, produzida em couro, leva a assinatura de Marcos Lotufo. Destaque também para figurinos de Rô Cerqueira, que remete ao ambiente rural do século XX e a cenografia de Wagner Gonçalves, adaptável às peculiaridades do teatro de rua.

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Sinopse

Gato Negro narra uma história ocorrida em uma fazenda, no interior de Goiás, no início do século XX. A trama envolve três irmãs que esperam por Samuel Godói dos Santos, que prometeu voltar e se casar com quem seu coração sentisse mais falta. Na data marcada para o retorno, elas o aguardam com festa, mas quem aparece é uma criatura fantástica, meio homem e meio bicho, instalando relações adversas, próprias das Humanidades.

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Jaciara (Izabela Nascente) é a irmã mais jovem das três e, com ares adolescentes, sustenta romantismo iludido pela espera, negando a frustração, com base na certeza de que será ela a escolhida de Godoi. Daomé é a filha bastarda, maltratada pela irmã mais velha, protagoniza rompantes de ruptura e de questionamento da hipocrisia social. Matriarca da família, rígida substituta da mãe, Eurásia (Adriana Brito) é quem cede aos encantos da fera, indicando rumos insuspeitos para o final da história, observada de perto e de longe pelo Vaqueiro (Abílio Carrascal) e o Gato Negro (Lázaro Tuim).

SERVIÇO:

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Estreia

1º de fevereiro - 24h (meia noite)

2 e 3 de fevereiro- 20h

Praça Universitária (no fundo da Biblioteca Marieta Telles Machado) 

7 de fevereiro - 20h

Parque da Criança (ao lado do Circo Lahetô)

 16 de fevereiro - 16h

Ilha da Galhofa (rua 1014 esq com Av. Henrique SIlva - Setor Pedro Ludovico)

17 de fevereiro - 16h

Parque Vaca Brava

18 de fevereiro - 11h

EMAC/UFG

21 de fevereiro - 16h

Pátio do CEP Basileu França (Setor Universitário)

28 de fevereiro - 16h

Av Goiás (em frente ao Grande Hotel)

1º de março - 20h

Praça do Jacaré (Setor Criméia Oeste)

ENTRADA FRANCA

 

Ficha técnica

Direção e Dramaturgia: Hélio Fróes

Elenco

Abilio Carrascal

Adriana Brito

Eliana Santos

Izabela Nascente

Lázaro Tuim

Direção Musical: Abilio Carrascal e Cristiane Perné

Músicas originais: Cristiané Perné, Hélio Fróes e Abilio Carrascal

Coreografias: Lázaro Tuim, Luciana Caetano e Juliano Andrade

Figurinos: Rô Cerqueira

Confecção dos figurinos: Elmira Inácio

Cenografia: Wagner Gonçalves

Bonecos: Izabela Nascente, Marcos Lotufo e Marcos Marrom

Máscara: Marcos Lotufo

Arranjos e teclados na música Rasga: Fred Praxedes

Edição de som: Rodrigo Assis, Sergio Valério e Dênio de Paula

Próteses sonoras: Pablo Lacerda (Goiânia Som & Acústica)

Documentação em Vídeo: Sergio Valério e Andréia Miklos (Fora da Lei)

Fotografia: Layza Vasconcelos (Oficina de Photos)

Programação Visual: Marcos Lotufo (Oficina Cultural Geppetto)

Assessoria de Imprensa: Larissa Mundim (Zeroum)

Direção de Produção: Lázaro Tuim

Produção: Marci Dornelas (Lúdica Projetos Culturais)

Captação de recursos: Marcelo Carneiro (Arte Brasil Eventos)

 

Oficinas de preparação:

Manipulação de Bonecos: Paulo Fontes

Percussão: Sergio Pato

Canto: Rita Mendonça

Dança de Salão: Juliano Andrade

Interpretação: Renato Livera

Investigação corporal: Luciana Caetano

Animalidade: Rodrigo Cunha

Seminário: O Diabo Latinoamericano

 

Vivências:

Percussão: Sergio Pato

Dança de Salão: Juliano Andrade

Investigação corporal: Luciana Caetano

Animalidade: Rodrigo Cunha

 

Mesa de debate:

Hélio Froes e Allysson Garcia

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