Chumbo grosso em defesa de João da Costa

Senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Armando MOnteiro Neto (PTB), juntamente com o deputado estadual e candidato a vice na chapa pelo PSB, Luciano Siqueira (PC do B) saem em defesa do prefeito João da Costa (PT), que vem sendo bombardeado por todos os lados  

Chumbo grosso em defesa de João da Costa
Chumbo grosso em defesa de João da Costa (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)


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Leonardo Lucena_PE247 – Em meio às incessantes desavenças dentro do PT, o ex-governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), resolveu se posicionar e colocou mais lenha na fogueira ao sair em defesa do prefeito do Recife, João da Costa (PT). Fazendo referência ao fato de a Executiva Nacional ter impugnado a candidatura do gestor, o peemedebista disse que o Chefe do Executivo Municipal foi humilhado. Para o senador, a campanha do Partido dos Trabalhadores foi “medíocre” durante esses três meses de corrida eleitoral.

O senador, um dos principais nomes de oposição ao PT, deu a entender que a legenda simplesmente está pagando por todas as instabilidades internas que, em junho, tiveram como desfecho a consolidação da candidatura de Humberto Costa. Diante dos recentes ataques do candidato petista ao correligionário João da Costa, sob o argumento de que o mesmo estaria ao lado de Geraldo Júlio (PSB), Jarbas, que aderiu ao palanque do socialista, aprova a conduta adotada pelo prefeito de rebater as críticas que tem recebido.

“Trazer um candidato de fora, escolhido em São Paulo e depois querer que o prefeito fique comportado, calado e vá seguir o PT, é querer demais. Acho que João da Costa tem tido uma postura digna e correta pelo que sofreu, pela humilhação que lhe submeteram”, disse, em entrevista à Folha de Pernambuco. Ontem (2), João da Costa afirmou que o PT sofrerá “a maior derrota do Brasil”,embora assegure que votará no prefeiturável petista.

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“Nunca vi, em toda minha vida política, se fazer com um prefeito, um membro do partido, o que o PT fez com o prefeito. Acho que o Brasil inteiro nunca viu, desde que foi adotado o processo de reeleição, um prefeito no exercício do cargo ser alijado”, complementou.

Ao mesmo tempo em que defendeu o prefeito, Jarbas não poupou críticas à campanha do senador Humberto Costa. Segundo o ex-governador a forma como o PT conduziu todo o processo eleitoral pode ser classificada como algo trivial. “A campanha de Humberto foi a mais errada dos últimos tempos. Errada, medíocre, de má qualidade”, atacou.

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O ex-governador rebateu, ainda, as provocações do candidato, que lembrou a derrota do senador para o atual governador, Eduardo Campos (PSB), em 2010, por 13% dos votos contra 83% do socialista, e disse que Jarbas levou uma “chinelada”. Segundo o peemedebista, Humberto Costa está “pagando pela língua” e que também levará uma “chinelada”, além de já ter dito que o petista é um “perdedor nato”, visto que das quatro eleições majoritárias (duas para prefeito e duas para governador) que disputou, o postulante foi derrotado em todas.

Em seu discurso, Jarbas, cujo filho é candidato a vereador pelo PMDB, corroborou a tese de cientistas políticos de que fica difícil um partido ter sucesso em eleição caso não haja união interna. “Quem está na Prefeitura é um prefeito que ele (Humberto Costa) não apoia e não tem apoio. Que tipo de mudança é essa?”, completou.

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Outros membros da Frente Popular, como o senador Armando Monteiro (PTB) e o vice de Geraldo Júlio, o deputado estadual  e candidato a vice na chapa do PSB, Luciano Siqueira (PC do B), também se pronunciaram sobre o caso. Para o petebista, essas divergências são “mais um capítulo da interminável briga do PT”. Já o parlamentar exaltou a importância de se ter o Partido dos Trabalhadores unido. “Isso é o que nós do PCdoB desejamos. Desejamos um resultado positivo porque o PT é um aliado indispensável para levar adiante o projeto nacional com Dilma e no Estado com o governador”, declarou.

De fato, no cenário político da Capital tem-se um prefeito com “apoio” da oposição e sem aval de uma parte dos seus próprios correligionários. Tendo em vista o palanque de Geraldo Júlio, com quase 14 partidos, somado a uma avalanche de críticas dos oposicionistas ao PT, resta saber como os mesmos vão proceder em relação ao Partido dos Trabalhadores no momento em que tiverem de nomear funcionários para o primeiro e o segundo escalão do governo, caso o socialista vença as eleições.

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