Chinesa Didi corta recursos de aplicativo após assassinato de passageira

A companhia também propôs fazer uma gravação de áudio de todas as viagens como medida extra de segurança.

Chinesa Didi corta recursos de aplicativo após assassinato de passageira
Chinesa Didi corta recursos de aplicativo após assassinato de passageira


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

(Reuters) - A maior companhia de transporte urbano por aplicativo da China, Didi Chuxing, controladora da brasileira 99, vai desativar recursos como fotos de perfil e classificações de usuários, em uma estratégia para reconquistar confiança depois que o assassinato de uma passageira disparou questionamentos sobre a segurança do serviço.

O assassinato da comissária de bordo de 21 anos, supostamente cometido pelo motorista que a conduzia, e revelações de que os motoristas da Didi estavam classificando os passageiros com base em sua aparência, atingiu a imagem da companhia em um momento em que a empresa está se preparando para enfrentar rivais no exterior.

Em uma tentativa de melhorar a situação, a Didi pediu desculpas pela “tragédia” e suspendeu o serviço por uma semana. A companhia também afirmou nesta quarta-feira que vai temporariamente oferecer o serviço “Didi Hitch” entre 6 da manhã e 10 da noite, em vez de 24 horas sete dias por semana, e fazer checagens de reconhecimento facial diárias obrigatórias para todos os motoristas.

continua após o anúncio

A companhia também propôs fazer uma gravação de áudio de todas as viagens como medida extra de segurança.

A Didi reconheceu anteriormente que a ferramenta de reconhecimento facial de seu serviço era defeituosa. O motorista que supostamente matou a comissária pode usar uma conta de motorista da Didi que pertencia a seu pai e não foi detectado pelo sistema.

continua após o anúncio

REDE SOCIAL?

Após o assassinato, a Didi passou a ser fortemente criticada, com muitas pessoas reclamando que a companhia promoveu esforços para vender o serviço Hitch como uma rede social.

continua após o anúncio

Propagandas do Hitch começaram em 2015 em páginas da Didi em redes sociais, que apresentavam o serviço como uma forma de se encontrar pessoas, incluindo encontros amorosos. O Hitch permite que os usuários chamem um carro pelo celular e compartilhem a viagem com alguém que vai para a mesma direção.

Um dos anúncios do serviço mostrava um motorista segurando uma placa onde se lia “você usa uma saia curta, eu tenho ar quente... dê a ela uma carona, eu quero!”

continua após o anúncio

Um motorista em Xangai que já dirigiu para o Didi Hitch, Silla Wang, afirmou que ele já viu motoristas classificando passageiros com termos como “pernas longas”, “garota adorável” ou “mulher bonita”.

“No meu entendimento, o aplicativo é usado como se fosse o Momo”, disse Silla, referindo-se ao aplicativo chinês de encontros semelhante ao Tinder.

continua após o anúncio

Xu Yanan, uma estudante na Universidade de Tsinghua, afirmou que desde o assassinato da comissária passou a usar como foto no aplicativo a imagem de um soldado.

“Eu quero me proteger. Depois da tragédia eu estou assustada.”

continua após o anúncio

Desde que comprou os negócios da norte-americana Uber na China, a Didi controla 90 por cento do mercado de aplicativos de transporte urbano, o que dá aos usuários poucas opções de serviço. A empresa afirma que sua plataforma registra cerca de 25 milhões de corridas diárias.

Por Cate Cadell e Pei Li

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247