Chile planeja imposto sobre comércio eletrônico para multinacionais, diz ministro da Fazenda

Ministro da Fazenda disse que os chilenos se beneficiaram significativamente com a implantação da economia digital, mas que é justo que as multinacionais operando no Chile contribuam para o desenvolvimento do país.

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(Reuters) - O governo do Chile planeja incluir um novo imposto sobre as empresas multinacionais de comércio eletrônico com operações locais como parte de um projeto de lei tributária que será enviado ao Congresso este ano, disse o ministro da Fazenda chileno, Felipe Larrain, nesta quinta-feira.

Ele não deu detalhes, mas disse que a medida pode envolver um imposto sobre cada transação e seria destinada a empresas internacionais como Amazon, Netflix, Spotify e Uber.

Larrain disse que os chilenos se beneficiaram significativamente com a implantação da economia digital, mas que é justo que as multinacionais operando no Chile contribuam para o desenvolvimento do país.

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“Obviamente, inovação e empreendedorismo são bem-vindos. No entanto, é dever do governo assegurar que todos possam competir em igualdade de condições”, disse ele a repórteres em Santiago.

O comércio eletrônico está ganhando força na América Latina depois de um começo lento. No mês passado, um vice-presidente da Amazon Web Services se encontrou com o presidente do Chile, Sebástian Piñera, para discutir o investimento da Amazon no país como parte de um plano de expansão regional de longo prazo.

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Larrain reconheceu que outros países lutaram com a taxação do comércio eletrônico, porque as empresas geralmente não têm presença física no país.

“Estamos procurando outras maneiras de aplicar impostos, talvez cobrar uma taxa por transação”, disse ele. “As estimativas iniciais sugerem que a coleta de impostos da economia digital e do comércio digital poderia gerar centenas de milhões de dólares”.

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Por Antonio De la Jara e Aislinn Laing

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