Chefe da AGU na Bahia deixa prédio escoltado pela PF
Maximilian Torres Santos de Santana, procurador-chefe da Advocacia Geral da União (AGU) na Bahia, deixou o trabalho pela porta dos fundos do prédio na quarta-feira (6), segundo manifestantes da comunidade quilombola Rio dos Macacos; reivindicam a desistência do processo contra a comunidade pela Marinha; há relato de que um policial federal apontou arma para o grupo que protestava
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Bahia 247
Manifestantes da comunidade quilombola Rio dos Macacos relataram que o procurador-chefe da Advocacia Geral da União (AGU) na Bahia, Maximilian Torres Santos de Santana, deixou o trabalho pela porta dos fundos do prédio nesta quarta-feira (6).
Segundo os manifestantes, Torres deixou o local com proteção de um policial federal armado para não se reunir com uma comissão composta por representantes dos quilombolas e movimentos sociais como a CUT, MST, Movimentos de Pescadores, Movimento de Mulheres, Pastoral da Pesca e Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN).
Os quilombolas relataram que o policial apontou a arma para um grupo de pessoas que tentou impedir a saída do chefe da AGU.
Os manifestantes reivindicam a desistência do processo contra a comunidade pela Marinha, a apresentação do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) da área da comunidade, a abertura de negociação com o governo federal e outras questões referentes a direitos humanos e acesso a políticas públicas.
"A gente só vai sair daqui quando a desistência do processo for determinada pela AGU", avisou Mário Neto, residente na área, em entrevista ao site Bahia Notícias, ao lembrar que os descendentes de escravos vivem na região desde 1900, conforme atestado por relatórios oficiais.
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