Chefe antitruste da UE diz que investigação de Android e AdSense do Google está avançando

A Comissão Europeia abriu a investigação sobre o Android em 2015, após uma queixa dois anos antes do grupo de lobby FairSearch.

Chefe antitruste da UE diz que investigação de Android e AdSense do Google está avançando
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(Reuters) - As investigações sobre como o Google pode estar usando o sistema operacional de smartphones Android e o serviço de publicidade Google AdSense para prejudicais os concorrentes estão avançando, disse o chefe de antitruste da Europa nesta quarta-feira, em meio à preocupação com a demora do processo.

A Comissão Europeia abriu a investigação sobre o Android em 2015, após uma queixa dois anos antes do grupo de lobby FairSearch.

Um documento visto pela Reuters em 2016 apontou que o órgão regulador de concorrência da UE planejava aplicar uma grande multa contra a empresa e exigiria que a companhia parasse de fornecer pagamentos de participação nos lucros aos fabricantes de smartphones para pré-instalar apenas a ferramenta de pesquisa do Google.

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Também é esperado que a empresa pare de exigir que o navegador Google Chrome e outros aplicativos sejam instalados junto com a Google Play Store. No caso do Google AdSense, o Google foi acusado de bloquear concorrentes em publicidade de pesquisa online em 2016.

A Comissão ainda tem que decidir sobre ambos os casos, provocando preocupações entre rivais e grupos de consumidores.

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“Estamos avançando nos dois casos envolvendo o Google, tanto o caso do Android quanto o caso do AdSense”, disse Margrethe Vestager, comissária de Concorrência da UE, a parlamentares.

“Cinco anos no caso do Google parecem uma eternidade”, disse o parlamentar Ramon Tremosa. Fazendo eco a alguns dos rivais do Google, ele instou Vestager a fragmentar a empresa. Tal movimento é improvável devido ao alto patamar legal.

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Margrethe Vestager, ex-ministra de economia da Dinamarca, que tem o poder de multar as empresas em até 10 por cento de seu faturamento global, aplicou uma multa recorde de 2,4 bilhões de euros (2,97 bilhões de dólares) ao Google no ano passado por afastar concorrentes de seu serviço de compras.

Mas especialistas do setor, analistas e até concorrentes do Google dizem que os reguladores podem ter dificuldades para romper a influência da empresa por causa de seu domínio enraizado e da popularidade de seus produtos.

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Por Foo Yun Chee

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