Chalita volta a acusar serristas de complô

Deputado federal do PMDB chama de "absurdas" insinuações de que tenha recebido vantagens de empresas que fizeram negócios com a Secretaria da Educação do Estado de SP na época em que ele chefiou a pasta; para ele, o deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP) e o jornalista Ivo Patarra, que trabalharam na campanha do tucano José Serra à Prefeitura de São Paulo em 2012, estão por trás do dossiê, mas diz não ter provas da participação do ex-governador

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247 – O deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) se defendeu novamente das acusações de ter recebido vantagens de empresas que fizeram negócios com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo na época em que ele chefiou a pasta.

O Ministério Público Estadual e a Procuradoria-Geral da República investigam desde o ano passado suspeitas de que empresas pagaram a reforma de um apartamento de Chalita e outras despesas pessoais.

As investigações têm como base quatro depoimentos do analista de sistemas Roberto Leandro Grobman, que se diz ex-assessor informal do deputado quando ele era secretário. Segundo Grobman, o então secretária cobrava 25% de propina sobre o valor dos contratos com fornecedores da pasta, como o grupo educacional COC, para o qual o denunciante trabalhava.

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"As acusações são todas absurdas", disse o peemedebista que foi secretário de 2003 a 2006, no segundo mandato do governador Geraldo Alckmin (PSDB). 

Dois empresários que forneceram equipamentos para o imóvel dizem ter sido pagos por uma empresa chamada Interactive. Segundo o deputado, a empresa nunca forneceu para a Secretaria da Educação e afirma ter comprovante dos pagamentos.

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Em entrevista à Folha ele nega que tenha tido dinheiro fora do Brasil e afirma ter renda suficiente para pagar suas despesas pessoais e justificar a evolução de seu patrimônio.

"Tudo está dentro da minha evolução patrimonial. Eu vendi em livros no ano passado R$ 1,8 milhão, com editoras que não têm nada a ver com secretaria. Graças a Deus sou um autor muito bem-sucedido. Eu não iria me queimar para ganhar um presentinho de uma automação de uma casa", afirmou.

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Chalita acusa Ivo Patarra de conspiração contra ele: "É um marqueteiro que estava trabalhando na campanha do Serra, recebendo pelo Walter Feldman (PSDB-SP) Feldman também". No entanto, diz que não tem prova da participação de Serra.

O deputado federal Walter Feldman (PSDB-SP) e o jornalista Ivo Patarra, que trabalharam na campanha do tucano José Serra à Prefeitura de São Paulo em 2012, negam que tenha havido oferta de dinheiro para que Roberto Grobman ou Milton Leme sustentassem acusações contra Gabriel Chalita, adversário de Serra na disputa eleitoral.

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