CGU diz que Geddel fez "uso político" de verbas

Controladoria Geral da União fez investigação da gestão do peemedebista no Ministério da Integração e concluiu que em 2008 ele usou critérios políticos para fazer repasses a cidades para prevenção de desastres; naquele ano ele rompeu com o governador Jaques Wagner (PT) para tentar sucedê-lo em 2010; "O ministro tinha intriga política com o governador. Foi política (a motivação)", diz um servidor; Geddel diz que não o conhece e nega as acusações

CGU diz que Geddel fez "uso político" de verbas
CGU diz que Geddel fez "uso político" de verbas (Foto: CELSO JUNIOR)


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Bahia 247

A Controladoria Geral da União (CGU) concluiu investigação afirmando que o peemedebista Geddel Vieira Lima, atualmente na Vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa, usou recursos do Ministério da Integração Nacional para favorecer "interesses políticos" na Bahia.

Matéria do jornal O Estado de São Paulo (veja aqui) nesta terça-feira (11) diz que em depoimento, um dos responsáveis pela Secretaria Nacional de Defesa Civil na gestão do peemedebista contou que a ajuda humanitária só foi enviada a municípios baianos em 2008 por causa da "rivalidade política" entre Geddel e o governador Jaques Wagner (PT).

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Apesar de os dados da CGU se referirem a 2008, foi apenas em 2009 que Geddel rompeu com Wagner por causa do projeto da sua candidatura a governador em 2010. O petista saiu reeleito.

As declarações do servidor, segundo o Estadão, constam de processo disciplinar aberto pela CGU para apurar irregularidades na compra, ao custo de R$ 61,5 milhões, de produtos de socorro às vítimas das chuvas.

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O órgão puniu três servidores subordinados a Geddel na época - o ex-secretário Nacional de Defesa Civil Roberto Guimarães, o ex-diretor do Departamento de Minimização de Desastres Marcos Antônio Moreira e o então coordenador-geral do departamento, Sérgio José Bezerra, por suposta lesão aos cofres públicos. Geddel não foi investigado.

Segundo a CGU, as prefeituras de Salvador e Simões Filho receberam o material mesmo sem cumprir exigências. Ouvido, Bezerra explicou que a ordem para o envio foi política. "O ministro tinha uma intriga política com o governador", disse ao Estadão. "Foi política (a motivação)."

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Geddel negou direcionamento de recursos à Bahia por critério político e disse não conhecer Bezerra. Os servidores negam irregularidades.

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