Ceplan aposta em retomada do crescimento no Brasil e em Pernambuco

Apesar das tempestades políticas, o Brasil vem seguindo um ritmo compassado de crescimento econômico e a Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento aposta numa elevação em torno de de 1% para o PIB de 2017 e de 2,4% para o PIB de 2018; em nível estadual, a e conomia de Pernambuco deixou de crescer acima da nacional nos últimos dois anos, passando a superar o país no resultado negativo do PIB.; no primeiro semestre de 2017, porém, o Estado virou o jogo e cresceu 2,3%, enquanto o Brasil ficou em 0,20%

Apesar das tempestades políticas, o Brasil vem seguindo um ritmo compassado de crescimento econômico e a Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento aposta numa elevação em torno de de 1% para o PIB de 2017 e de 2,4% para o PIB de 2018; em nível estadual, a e conomia de Pernambuco deixou de crescer acima da nacional nos últimos dois anos, passando a superar o país no resultado negativo do PIB.; no primeiro semestre de 2017, porém, o Estado virou o jogo e cresceu 2,3%, enquanto o Brasil ficou em 0,20%
Apesar das tempestades políticas, o Brasil vem seguindo um ritmo compassado de crescimento econômico e a Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento aposta numa elevação em torno de de 1% para o PIB de 2017 e de 2,4% para o PIB de 2018; em nível estadual, a e conomia de Pernambuco deixou de crescer acima da nacional nos últimos dois anos, passando a superar o país no resultado negativo do PIB.; no primeiro semestre de 2017, porém, o Estado virou o jogo e cresceu 2,3%, enquanto o Brasil ficou em 0,20% (Foto: Paulo Emílio)


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Pernambuco 247 - Apesar das tempestades políticas, o Brasil vem seguindo um ritmo compassado de crescimento econômico e a Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento aposta numa elevação em torno de de 1% para o PIB de 2017 e de 2,4% para o PIB de 2018. As projeções, baseadas no cenário atual, foram apresentadas pelos economistas Tania Bacelar, Jorge Jatobá e Valdeci Monteiro, no debate Frente a Frente, promovido pelo LIDE Pernambuco, no Recife.

No estudo "Cenários e Perspectivas: Brasil e Pernambuco", a Ceplan trouxe indicadores que lastreiam esta expectativa como a volta do emprego formal, confirmando que a Economia terminou o ano reagindo. De acordo com os dados disponíveis do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados– Caged (Ministério do Trabalho), de janeiro a outubro de 2017, em relação ao mesmo período de 2016, o saldo de empregos passou de -730.417 para 302.190 e, apenas em outubro passado, foram contratados 76.599 trabalhadores no país. No comparativo do período, o setor que mais empregou foi o de Serviços, gerando 138.789 empregos, seguido pela Indústria de Transformação com 116.650. Os resultados contribuíram para a redução do desemprego. Em março deste ano, a desocupação, medida pelo IBGE, era de 13,7 milhões de pessoas e, em outubro, caiu para 12,2 milhões de brasileiros. A renda dos trabalhadores também melhorou, com um aumento real de 2%.

Estas mudanças significativas no mercado de trabalho refletem a reação da Economia que, depois de três anos de PIB negativo, zerou a conta no início do ano e cresceu 0,4% no segundo trimestre e 1,4% no terceiro em comparação com o mesmo período do ano passado. A Agropecuária foi a principal alavanca, saindo de -4,3% entre janeiro e setembro de 2016, para 14,5% no mesmo período de 2017. Inflação abaixo do limite inferior da meta, registrando um IPCA de 2,8%, em 12 meses, em outubro passado, refletiu a baixa demanda, a queda nos preços dos alimentos e a condução da política monetária que, por sua vez, permitiu redução dos juros básicos - embora a taxa de juro real ainda esteja alta. Neste ambiente, o dólar manteve-se estável nos últimos quatro meses.

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A balança comercial, até outubro, acumulava um saldo de US$ 65 bilhões, revelando que as exportações continuam em alta. E, mesmo com o desgaste político das denúncias e investigações de corrupção, o Investimento Direto no País, chegou a US$ 83,2 bilhões em outubro e, a expectativa do Banco Central é que ele atinja 3,2% do PIB de 2017. Mas a dívida bruta do governo federal preocupa ao não recuar já alcançando 74,4% do PIB, em outubro.

PERNAMBUCO

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A Economia de Pernambuco deixou de crescer acima da nacional nos últimos dois anos, passando a superar o país no resultado negativo do PIB. Mas, no primeiro semestre de 2017, o Estado virou o jogo e cresceu 2,3%, enquanto o Brasil ficou em 0,20%. A Agropecuária foi o setor responsável pela mudança, com um aumento de 32% no seu PIB em comparação com o primeiro semestre de 2016.

No tocante ao desemprego, porém, os números continuam acima das médias nacional e do Nordeste. No segundo trimestre do ano, chegou a 18,8% e caiu um ponto no terceiro trimestre (17,9%), enquanto a taxa regional ficou em 14,8% e a do país em 12,4%. Os rendimentos seguiram a tendência e, na comparação entre janeiro a setembro de 2017 com o mesmo período de 2016, em Pernambuco a elevação foi de 0,2%, no Nordeste de 1,1% e no Brasil de 2,3%. Já o emprego formal teve uma recuperação importante. Entre janeiro e outubro de 2016 foram 28.986 postos fechados. Neste mesmo intervalo, em 2017, apenas 145, com um saldo positivo de 8.718 novos empregos em outubro.

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NO comércio varejista, Pernambuco sai na frente com um crescimento de 4,6%, deixando a Bahia e o Ceará com taxas negativas de -1,5% e -2,8%, respectivamente, e o Brasil com 1,4%. No comércio pernambucano os segmentos de informática, comunicações e materiais e equipamentos de escritório puxaram o resultado, crescendo 53,5% entre janeiro e outubro de 2017 em relação ao mesmo período de 2017.

PROJEÇÕES

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As eleições de 2018 são uma chave que, dependendo do lado que será girada, pode dar continuidade ao atual quadro econômico de recuperação ou trazer surpresas desagradáveis, que atingirão adversamente o mercado. Para a economista Tânia Bacelar 2018 é um ano de transição. "É um ano da Política, não da Economia mas, num cenário otimista, é possível um crescimento de 2,4% para o país e de 2,2% para Pernambuco, avalia. O economista Jorge Jatobá, reforça o sentimento de insegurança no ar. "Será um ano de muitas incertezas", afirma.

Com base no Relatório Focus do Banco Central do Brasil, de 8 de dezembro de 2017, a Análise Ceplan aponta estabilidade do dólar, mantendo-se em torno de R$ 3,20, inflação abaixo de 3% e Selic nominal de 7%. De acordo com os índices de confiança do empresariado, 2018 deve trazer uma melhoria para quase todos os setores da Economia e os níveis de otimismo são moderadamente crescentes. Os indicadores relativos à oferta agregada projetados pelos economistas da Ceplan são todos positivos, com crescimento de 2,7% para a Agropecuária, 1,0% para a Indústria e 2,4% para o setor de Serviços. Pelo lado da demanda agregada, também continuarão ascendentes o consumo das famílias (2,4%), os investimentos (1,9%), as exportações (5,5%) e as importações (10,3%).

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