CEO do Facebook espera tranquilizar parlamentares dos EUA

Zuckerberg, que nunca testemunhou em uma audiência no Congresso, disse em um testemunho escrito na segunda-feira que cometeu erros e manteve uma visão muito estreita do papel da rede social na sociedade.

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(Reuters) - O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, vai adotar um tom conciliatório em depoimento ao Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira, em uma tentativa de neutralizar as possíveis consequências do escândalo sobre quebra de privacidade que envolve a rede social.

O magnata da internet, de 33 anos, deve comparecer às 15:15 (horário de Brasília) a uma audiência conjunta dos comitês de Comércio e Judiciário do Senado dos EUA.

Zuckerberg, que fundou o Facebook em seu dormitório na Universidade de Harvard em 2004, está tentando demonstrar aos críticos que ele é a pessoa certa para liderar o que se tornou uma das maiores empresas do mundo.

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O Facebook enfrenta uma crise crescente de confiança entre usuários, anunciantes, funcionários e investidores depois de reconhecer que até 87 milhões de pessoas, principalmente nos Estados Unidos, tiveram suas informações pessoais coletadas pela Cambridge Analytica, uma consultoria política que teve entre seus clientes o presidente dos EUA, Donald Trump.

Zuckerberg, que nunca testemunhou em uma audiência no Congresso, disse em um testemunho escrito na segunda-feira que cometeu erros e manteve uma visão muito estreita do papel da rede social na sociedade.

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“Agora temos que repassar por todas as nossas relações com as pessoas e garantir que estamos tendo uma visão ampla da nossa responsabilidade”, disse ele.

O Facebook contratou vários consultores externos para treinar Zuckerberg, até mesmo realizando sessões simuladas para prepará-lo para as perguntas dos congressistas.

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Em um gesto de aproximação na sexta-feira, Zuckerberg deu seu apoio à proposta de legislação exigindo que os sites de mídia social divulguem as identidades dos compradores de anúncios de campanhas políticas online.

Os parlamentares dos EUA têm discutido uma legislação para fortalecer a proteção e a fiscalização da privacidade de dados. A regulamentação mais rigorosa de como o Facebook usa os dados de seus membros pode afetar sua capacidade de atrair receita de publicidade, sua força vital.

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Cerca de 40 senadores dos 100 membros do Senado participam dos dois comitês que realizam a audiência de terça-feira, preparando uma possível audiência.

Para facilitar o caminho, Zuckerberg se encontrou na segunda-feira com alguns parlamentares em particular, ouvindo suas preocupações antes que eles tivessem a chance de interrogá-lo em público.

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Zuckerberg parecia disposto a “mudar as coisas onde vê os erros cometidos”, disse o senador Bill Nelson, o principal democrata no Comitê de Comércio do Senado, após se encontrar com chefe do Facebook.

Nas audiências realizadas no ano passado sobre a alegada utilização pela Rússia das mídias sociais para influenciar a política norte-ameriocana, o Facebook, o Twitter Inc e o Google, da Alphabet, enviaram advogados, irritando parlamentares.

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Por David Ingram e Dustin Volz

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