Centrais sindicais realizam ato contra projeto de terceirização

A manifestação ocorre nesta terça-feira, a partir das 10h; será contra o Projeto de Lei 4330 que regulamenta e amplia a terceirização no setor público e privado; “faremos o confronto com o setor patronal. O projeto é uma manobra do empresariado para precarizar a mão de obra. Queremos tirar o PL de tramitação”, diz Edival Góes, presidente da CTB/SE; segundo ele, o projeto divide a classe trabalhadora por categoria: “Não queremos trabalhadores de 2ª, 3ª ou 4ª categorias. Queremos todos de 1ª com os mesmos direitos”, afirmou; dirigentes das centrais sindicais irão cobrar dos deputados federais e senadores sergipanos um posicionamento oficial em relação do PL

Centrais sindicais realizam ato contra projeto de terceirização
Centrais sindicais realizam ato contra projeto de terceirização


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Niúra Belfort, da Ascom CTB/SE - As centrais sindicais CTB/SE, CUT/SE, Força Sindical, Conlutas e UGT/SE promovem um ato público em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (Fies), nesta terça-feira (6), às 10 horas. A manifestação será contra o Projeto de Lei 4330 que regulamenta e amplia a terceirização no setor público e privado. “Faremos o confronto com o setor patronal. O projeto é uma manobra do empresariado para precarizar a mão de obra. Queremos tirar o PL de tramitação”, diz Edival Góes, presidente da CTB/SE.

Segundo ele, o projeto divide a classe trabalhadora por categoria. “Não queremos trabalhadores de 2ª, 3ª ou 4ª categorias. Queremos todos de 1ª com os mesmos direitos”, afirmou. Roberto Santos, da CUT/SE, lembra que o Congresso Nacional é muito patronal, razão pela qual as pautas dos trabalhadores não avançam. Ele aponta os fatores que impedem a votação dessas propostas. “Não avançam porque os empresários não aceitam a isonomia salarial e trabalhista, porque não querem limite para as terceirizações e porque querem acabar com a responsabilidade solidária, deixando os trabalhadores entregues à própria sorte quando as empresas terceirizadas decretam falência”, enfatiza.

Para Deyvis Barros, da Conlutas, ao lutar contra o PL 4330, os trabalhadores estão também dando um basta no calote das empresas terceirizadas. “Elas ganham contratos milionários e depois decretam falência, deixando os trabalhadores sem os seus direitos”, salientou. Ronildo Almeida, da UGT/SE, ressalta que os terceirizados trabalham em condições precárias e recebem salários mais baixos pelas atividades que desenvolvem, seja na indústria ou no comércio. Ele afirma ainda que PL 4330 enfraquece os sindicatos. “O projeto vai acabar com as atividades fins de cada empresa, trazendo mais prejuízo para a classe trabalhadora”, diz. Alexandre Delmondes, da Força Sindical, critica o Congresso por engavetar os projetos que beneficiam a classe trabalhadora e votar apenas os que interessam ao empresariado. “Seremos enérgicos na luta contra esse projeto de lei”, assegurou.

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Os dirigentes das centrais sindicais garantem que irão cobrar dos deputados federais e senadores sergipanos um posicionamento oficial em relação do PL. “Sabemos que a correlação de forças no Parlamento é desigual. Os empresários são maioria. Por isso estamos fazendo esse chamado, mostrando os riscos da aprovação desse projeto para a classe trabalhadora”, salienta Edival Góes. O Projeto de Lei 4330, de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara Federal e recebeu o aval do relator, deputado Arthur Maia (PMDB-BA).

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