Centenário Villa Nova à beira da falência

Gigante no passado, o “Leão do Bonfim” agoniza em meio à dividas, estrutura precária e poucos recursos financeiros. Clube de Nova Lima é o segundo mais antigo de Minas e teve seus anos de glória na década de 30 do século passado

Centenário Villa Nova à beira da falência
Centenário Villa Nova à beira da falência (Foto: Divulgação)


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Minas 247 – Um antigo gigante do futebol mineiro no passado está morrendo aos poucos. O Villa Nova, clube da cidade de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está sufocado em dívidas, não consegue recursos financeiros e vê seu estádio Castor Cifuentes, o “Alçapão do Bonfim”, ser derrotado pelo tempo. Segundo clube de futebol mais antigo de Minas Gerais, o “Leão do Bonfim” chegou a ser potência nos campeonatos mineiros de futebol na primeira metade do século passado. Com salários atrasados há dois meses, os jogadores do atual elenco chegaram a ameaçar greve.

Confira a matéria dos jornalistas Henrique Ribeiro e Felipe Torres, do jornal Hoje em Dia

Uma das camisas mais fortes das primeiras décadas do futebol mineiro está agonizando. Com dívidas, poucos recursos, estádio e estrutura precárias, o Villa Nova resiste às dificuldades.

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Quem vê a situação atual não imagina que o clube estabeleceu uma hegemonia no Estado nos anos 30, e foi um dos mais respeitados do país. Uma modesta sala no estádio Castor Cifuentes preserva os registros dessa história, como os troféus dos seis títulos mineiros conquistados pelo Leão. Mas, apesar da situação, os atuais dirigentes acreditam no resgate do passado.

“O Villa não vai acabar, porque nasceu para ser grande”, sustenta o atual presidente, Jairo Gomes.

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O cenário não é dos mais animadores. Ontem, os jogadores chegaram a ameaçar uma greve, por conta de dois meses de salários atrasados, e a situação só foi contornada com a garantia de que a dívida seria quitada.

O Villa Nova é um dos poucos remanescentes do período chamado “futebol de fábrica”, quando no início do século passado as companhias criaram times com a intenção de despolitizar seus operários. “O futebol era um passatempo para o empregado da Mina de Morro Velho Velho trabalhar motivado”, revela o jornalista Wagner Augusto, autor do livro “Gloria em Vermelho e Branco”, sobre a história do clube.

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Em março de 1907, Nova Lima testemunhou uma greve de operários da Mineradora Saint John Del Rey (Mina de Morro Velho), reprimida com violência pela Polícia. Nesse contexto, a empresa criou mecanismos para acalmar os trabalhadores, e assim surgiu o sindicato patronal e o Villa Nova Athletic Club. “Os donos da mina eram ingleses, moravam no Bairro das Quintas, onde brasileiros eram impedidos de transitar. Tinham o seu próprio time, e a criação do Villa foi uma maneira de integrá-los aos trabalhadores”, conta Jairo Gomes.

O clube foi fundado em 28 de junho de 1908, o que o torna o segundo mais antigo em atividade em Minas, atrás do Atlético, de 25 de março. Mas o Leão jogou primeiro, vencendo por 2 a 1 o Combinado da Lagoinha, da capital. O Galo só faria sua estreia no ano seguinte. O uniforme listrado em vermelho e branco é referência ao Athletic Bilbao, da Espanha, e o nome foi uma homenagem à cidade que, na época, se chamava Villa Nova de Lima.

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