Cemig vai à Justiça contra plano de Dilma
Governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), diz que os contratos da concessionária de energia foram “violentados” e vê “coincidência” na oposição dos estados governados pelos tucanos. Mas a Firjan, de Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, aponta “interesses eleitoreiros”
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Minas 247 - Será cada vez mais difícil evitar um embate jurídico entre as duas posições em conflito na questão da renovação dos contratos de energia, com reflexos sobre o preço das tarifas cobrado dos consumidores. Nesta quarta-feira (5/12), o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, disse que a Cemig vai recorrer à Justiça para tentar renovar as concessões de três de suas maiores usinas, mas essa renovação obedecerá aos mesmos termos dos atuais contratos.
A proposta apresentada pelo governo federal, de acordo com a Medida Provisória 579, prevê a diminuição da tarifa de energia em 16,2%. Além de Minas Gerais, opuseram-se à mudança São Paulo e Paraná -- os três estados são governados pelo PSDB, principal partido de oposição ao governo Dilma.
“Evidentemente que a Cemig vai a juízo”, disse Anastasia. “Vai tomar as medidas necessárias a salvaguardar seus direitos.” O governador mineiro classificou como uma “coincidência” o fato de a oposição às medidas federais ter vindo de estados governados pelo PSDB. “Querem politizar uma questão técnica.”
De qualquer modo, a polêmica existe e marca o primeiro grande embate entre Aécio Neves -- padrinho político de Anastasia e provável candidato tucano à sucessão de Dilma -- e a presidenta da República.
O presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, ficou do lado de Dilma e acusou os governos estaduais de Minas e São Paulo de ter “interesses eleitoreiros”. Segundo Vieira, o argumento de que a adesão às novas regras tornaria o negócio deficitário não é verdadeiro. “Há muita gordura”, disse. “O que o governo federal está dizendo à Eletrobras é: vamos rever a estrutura, para ter custos operacionais menores”, completou.
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