Caso PC: parentes de jurada foram perseguidos

Autor da denúncia, promotor Marcos Mousinho acredita que o temor dos jurados resultou na quebra de incomunicabilidade e pode ter influenciado na decisão; ele também já solicitou as imagens da avenida onde teria ocorrido a perseguição e vai solicitar à Polícia Civil abertura de inquérito para apurar o fato; recurso pede anulação do julgamento

Caso PC: parentes de jurada foram perseguidos
Caso PC: parentes de jurada foram perseguidos


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Alagoas247 - O promotor Marcos Mousinho informou, nesta sexta-feira (17), durante coletiva na sede do Ministério Público Estadual, no bairro do Poço, que familiares de uma jurada foram perseguidos na noite de quarta-feira (8), na semana do julgamento do Caso PC Farias, por um veículo modelo Kia Cerato, de cor preta, quando voltava da Barra Nova, no percurso para a capital alagoana. Ele também reforçou a informação de que pedira a nulidade do julgamento.

No dia seguinte à perseguição, quinta-feira (9), ao se comunicar com a esposa - que fazia parte do júri e estava hospedada em um hotel com os demais jurados do Caso PC -, pois, precisava de alguns objetos pessoais, o marido informou que ele e o filho menor haviam sido seguidos, o que, segundo o promotor, teria deixado a jurada “apavorada”. 

Ainda no hotel, a jurada comunicou a outros dois jurados o que havia acontecido com seu marido e, no dia seguinte, sexta-feira (10), durante o percurso para o Fórum Jairon Maia Fernandes, local onde era realizado o julgamento, compartilhou o que havia ocorrido para os demais jurados, o que gerou a quebra de incomunicabilidade, que resulta na nulidade absoluta do julgamento - já que há a possibilidade de se ter influenciado o voto do júri, pois, a informação também teria deixado outra jurada nervosa.

De acordo com o promotor Marcos Mousinho, a jurada ainda teria pensado em informar ao juiz Maurícia Brêda o que havia acontecido durante o julgamento, mas desistiu porque, de acordo com o promotor, ela queria que o julgamento acabasse logo 'para se ver livre daquela situação'. 

O promotor Marcos Mousinho ouviu ainda todos os jurados esta semana, acrescentando que vai solicitar as gravações do local e pedir que a Polícia Civil investigue a suposta perseguição. Marcos Mousinho informou também que aguarda a manifestação do juiz para apresentar os argumentos do pedido da nulidade, feito nesta terça-feira (14). Segundo ele, as razões seriam a decisão contrária às provas nos autos e a quebra de incomunicabilidade.

Com gazetaweb.com

 

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247