Carvalho: demissão de petistas é "intolerância"

O vice-prefeito e presidente municipal do PT de Belo Horizonte, Roberto Carvalho, criticou as declarações de Marcio Lacerda (PSB) sobre a grande probabilidade de demissão em massa dos petistas na máquina municipal; Carvalho classificou a possível atitude do prefeito como um exemplo de "intolerância" que poderá "prejudicar pessoas inocentes e trabalhadoras"

Carvalho: demissão de petistas é "intolerância"
Carvalho: demissão de petistas é "intolerância" (Foto: Edição 247)


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Minas 247

Aliado de outrora, mas arqui-inimigo de agora, o vice-prefeito e presidente municipal do PT, Roberto Carvalho, criticou as declarações do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), sobre a grande probabilidade de demissão em massa dos petistas na máquina municipal.

O vice classificou o fato como um exemplo de "intolerância" que poderá "prejudicar pessoas inocentes e trabalhadoras" em razão do que ele considera uma perseguição política. A alegação é de que os funcionários que estão na mira do prefeito não chegaram aos cargos por indicação partidária e não têm histórico de militância.

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Desde o rompimento entre PT e PSB – que estiveram juntos na disputa de 2008 –, 375 petistas já teriam deixado cargos na prefeitura, inclusive de primeiro e segundo escalão. Não há uma estimativa de quantos ainda ocupam cargos na administração socialista. "O partido não responde pelas pessoas que ainda estão na prefeitura", afirmou Roberto Carvalho em entrevista publicada em O Estado de Minas. Em princípio, ele orienta os correligionários a "manterem a calma" e permanecer nos cargos se julgarem ser essa a melhor opção.

Lacerda e Carvalho estão rompidos oficialmente desde o início do ano passado, mas a relação entre os dois se tornou problemática ainda no primeiro ano de governo. O estopim para o racha entre PSB e PT foi a decisão dos socialistas de não se coligarem aos petistas na disputa pelas vagas da Câmara Municipal. A cinco dias do registro das candidaturas, o PT optou por lançar candidato próprio – movimento liderado pelo atual vice-prefeito. O indicado foi o ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.

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Dias depois, foi exonerada a "primeira leva" de petistas, quando 13 nomeados – entre os quais seis secretários municipais – assinaram um documento entregando seus cargos. Para Roberto Carvalho, a decisão de Lacerda mostra que a administração municipal é tratada como um "curral" e que está a serviço de quem ganha as eleições. Ele lembrou ainda que durante a campanha eleitoral chegou a denunciar o "clima de terror" a que estavam sujeitos os petistas que permaneceram na PBH.

Pelo menos por ora, a direção do PT não vai interferir na polêmica. "É direito dele (Lacerda) demitir pessoas que ocupam cargos comissionados. Agora, se quiserem sair antes, será uma decisão individual de cada um", disse o vereador e vice-presidente do PT municipal, Arnaldo Godoy. Ao comentar sobre a retirada de petistas da prefeitura na segunda-feira – um dia depois de conquistar a reeleição –, Marcio Lacerda afirmou que alguns funcionários filiados ao PT adotaram posturas "agressivas e desleais". O temor do prefeito é de que eles possam prejudicar a sua gestão por pertencerem a um partido que já anunciou que fará oposição a ele.

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Nos bastidores, as informações dão conta de que no lugar dos petistas que deixarão os cargos serão nomeados integrantes dos partidos que apoiaram a reeleição de Lacerda. No total, 19 legendas se coligaram com o PSB. A assessoria de imprensa da PBH foi procurada pela reportagem e informou que ninguém falaria sobre o assunto.

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