Cartel dividiu obra da linha 5 do Metrô de SP, admite Camargo Corrêa

Em proposta de acordo judicial, a empreiteira Camargo Corrêa reconheceu que houve superfaturamento e cartel em dois lotes da linha 5-lilás do Metrô de São Paulo, cujos contratos somam R$ 3,5 bilhões em valores atualizados; a obra foi dividida por cinco grandes empreiteiras (Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Queiroz Galvão, chamadas de G5), que escolheram os lotes mais caros da licitação

Em proposta de acordo judicial, a empreiteira Camargo Corrêa reconheceu que houve superfaturamento e cartel em dois lotes da linha 5-lilás do Metrô de São Paulo, cujos contratos somam R$ 3,5 bilhões em valores atualizados; a obra foi dividida por cinco grandes empreiteiras (Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Queiroz Galvão, chamadas de G5), que escolheram os lotes mais caros da licitação
Em proposta de acordo judicial, a empreiteira Camargo Corrêa reconheceu que houve superfaturamento e cartel em dois lotes da linha 5-lilás do Metrô de São Paulo, cujos contratos somam R$ 3,5 bilhões em valores atualizados; a obra foi dividida por cinco grandes empreiteiras (Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Queiroz Galvão, chamadas de G5), que escolheram os lotes mais caros da licitação (Foto: Giuliana Miranda)


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SP 247 - A empreiteira Camargo Corrêa reconheceu, em proposta de acordo judicial, que houve superfaturamento e cartel em dois lotes da linha 5-lilás do Metrô de São Paulo, cujos contratos somam R$ 3,5 bilhões em valores atualizados.

As informações são de reportagem de Mario Cesar Carvalho na Folha de S.Paulo.

Segundo os termos do acordo proposto ao Ministério Público do Estado, a obra foi dividida por cinco grandes empreiteiras (Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS e Queiroz Galvão, chamadas de G5), que escolheram os lotes mais caros da licitação.

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A Folha registrou em 2010, com seis meses de antecedência, quem seriam os vencedores de seis lotes da linha 5. A expansão da linha 5 foi contratada por R$ 6,6 bilhões, também em valores atualizados. Os dois lotes que aparecem agora no acordo da Camargo Corrêa estavam na lista da Folha.

Na proposta, a Camargo Corrêa se compromete a pagar R$ 24,3 milhões em sete parcelas a título de multa. O valor que a empresa concordou em pagar é 1/15 do prejuízo estimado pelo promotor Marcelo Milani em ação de improbidade, de R$ 326,9 milhões.

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Como os lotes licitados em 2008 foram vencidos por 15 empresas, o prejuízo estimado foi dividido pelo número de empresas, sem levar em conta a ponderação dos valores dos contratos. Inicialmente, o promotor pedia que as 15 empresas pagassem uma multa de R$ 12 bilhões.

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