Carballal denuncia abuso do banco Votorantim
Segundo o vereador petista, além de cobrar taxas de juros mais altas, o banco vem criando empecilhos para que os devedores quitem seu débito; representação aponta para ocorrência de danos morais e materiais contra as pessoas que contraíram empréstimos consignados
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Bahia 247
O vereador Henrique Carballal (PT) ingressou com representação no Ministério Público do Estado (MPE) pedindo apuração de possíveis irregularidades que o Banco Votorantim estaria cometendo no âmbito do crédito consignado.
Segundo Carballal, além de cobrar taxas de juros mais altas, na contramão de outros bancos que baixaram os juros dos empréstimos, acatando recomendação do Banco Central, o Votorantim vem criando empecilhos para que os devedores quitem seu débito, contraindo empréstimos em outras instituições financeiras que oferecem taxas de juros menores.
A denúncia chegou ao gabinete do vereador através de rodoviários (motoristas, cobradores e despachantes) que se sentiram prejudicados na tentativa de migrar a dívida para outros bancos, como a Caixa Econômica Federal (CEF).
Foi o caso, por exemplo, dos rodoviários David da Silva Santa Cruz, Sinézio Dias Pedra e Márcio de Santana dos Santos, todos da empresa Praia Grande. Eles contam que o Banco Votorantim, numa manobra para inviabilizar a operação de empréstimo junto à CEF, atrasou a emissão do boleto e, sob pressão, enviou o documento com a data do vencimento para o mesmo dia.
Na representação, Henrique Carballal aponta para a ocorrência de danos morais e materiais contra as pessoas que contraíram o empréstimo consignado e pede ao Ministério Público a instauração de uma Ação Civil Pública para responsabilizar o Banco Votorantim com base no Código de Defesa do Consumidor.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247