Capitão Wagner sugere criação de plano de segurança para o Ceará

Em pronunciamento na Assembleia, o deputado Capitão Wagner (PR) defendeu a elaboração de um plano de segurança para o Ceará como forma de combater a alta taxa de criminalidade. Para o parlamentar, o crime está se organizando e o Estado se limita à estratégia de aumentar o efetivo policial e na aquisição de viaturas. "Contratar efetivo capaz de atender à demanda com policiamento ostensivo sem investimento em inteligência não sairemos do patamar que nos encontramos", pontuou, citando exemplos de estados como São Paulo e Santa Catarina, que conseguiram reduzir os índices

Em pronunciamento na Assembleia, o deputado Capitão Wagner (PR) defendeu a elaboração de um plano de segurança para o Ceará como forma de combater a alta taxa de criminalidade. Para o parlamentar, o crime está se organizando e o Estado se limita à estratégia de aumentar o efetivo policial e na aquisição de viaturas. "Contratar efetivo capaz de atender à demanda com policiamento ostensivo sem investimento em inteligência não sairemos do patamar que nos encontramos", pontuou, citando exemplos de estados como São Paulo e Santa Catarina, que conseguiram reduzir os índices
Em pronunciamento na Assembleia, o deputado Capitão Wagner (PR) defendeu a elaboração de um plano de segurança para o Ceará como forma de combater a alta taxa de criminalidade. Para o parlamentar, o crime está se organizando e o Estado se limita à estratégia de aumentar o efetivo policial e na aquisição de viaturas. "Contratar efetivo capaz de atender à demanda com policiamento ostensivo sem investimento em inteligência não sairemos do patamar que nos encontramos", pontuou, citando exemplos de estados como São Paulo e Santa Catarina, que conseguiram reduzir os índices (Foto: Rodrigo Rocha)


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Ceará 247 - O deputado Capitão Wagner (PR) defendeu nesta quarta-feira (9), em pronunciamento na Assembleia Legislativa, a elaboração de um plano de segurança para o Ceará. Para ele, há uma ineficiência do Governo do Estado na área da segurança. “As medidas adotadas não trazem nada de novidade. Falta planejamento, definição de novas formas de fazer política”, afirmou.

Conforme o parlamentar, o crime está se organizando e o Estado se limita à estratégia de aumentar o efetivo policial e na aquisição de viaturas. “Enquanto o crime está inovando a cada dia, o Governo continua investindo somente em policiamento ostensivo”, disse. Segundo o deputado, o Ceará contratou cerca de R$ 4 mil policiais militares em 2017, mas não aumentou o número de policiais para investigar os crimes.

Capitão Wagner destacou ser necessário investir em inteligência, citando como exemplo o estado de Santa Catarina, que, mesmo com a redução do efetivo policial, teve queda na criminalidade. De acordo com ele, o Estado investiu em inteligência, em tecnologia e equipamentos que compensaram a redução do número de efetivo policial. “Contratar efetivo capaz de atender à demanda com policiamento ostensivo sem investimento em inteligência não sairemos do patamar que nos encontramos”, pontuou.

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O parlamentar fez um comparativo com o estado de São Paulo, a maior das metrópoles brasileiras, revelando que o índice de vítimas por homicídios, que era de 8,47 em março de 2016, caiu para 8,46 por 100 mil habitantes em fevereiro de 2017. A ação, conforme o deputado, é fruto de ações como o bloqueio de celulares em 23 unidades prisionais no Estado.

“Enquanto o Estado está com 81, dez vezes mais homicídios que têm São Paulo”, informou.

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O deputado apontou que a responsabilidade pela área não é só do Estado, mas também da esfera Federal e municipal. “O artigo 144 da Constituição Federal diz que a segurança publica é dever do Estado. Fala estado no sentido amplo. Cada ente da Federação tem a sua responsabilidade”, observou.

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