Capez usou ONG para receber R$ 100 mil de propina, diz delator

O delator Carlos Armando Paschoal, um dos 77 executivos da Odebrecht que firmaram acordo de delação premiada, acusou o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado Fernando Capez (PSDB), de ter recebido  R$ 100 mil da Odebrecht por meio de doação em dinheiro vivo para a ONG ‘C Tem Que Saber C Tem que Curar’; o tucano foi patrono da entidade e, em 2008, chegou a criar a Frente Parlamentar de Conscientização e Combate às Hepatites Virais. De acordo com o delator, Capez tinha o codinome ‘Brasília’ em planilhas de repasses da empreiteira

Capez
Capez (Foto: Giuliana Miranda)


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SP 247 - Fernando Capez (PSDB), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo,  recebeu R$ 100 mil da Odebrecht por meio de doação em dinheiro vivo para a ONG ‘C Tem Que Saber C Tem que Curar’. A informação foi dada à Operação Lava Jato por Carlos Armando Paschoal, um dos 77 executivos da Odebrecht que firmaram acordo de delação premiada.

O tucano foi patrono da entidade e, em 2008, chegou a criar a Frente Parlamentar de Conscientização e Combate às Hepatites Virais. De acordo com o delator, Capez tinha o codinome ‘Brasília’ em planilhas de repasses da empreiteira.

As informações são de reportagem de Luiz Vassallo no Estado de S.Paulo.

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"O executivo da Odebrecht Carlos Armando Paschoal relatou que a relação entre a empreiteira e o tucano se deu por meio de uma campanha de combate à hepatite C realizada pela ONG ‘C Tem Que Saber C Tem que Curar’, que tinha à época Capez como patrono.

'E essa ONG havia trabalhado comigo. Feito um trabalho bastante interessante quando implantamos a rodovia Dom Pedro, na região de Campinas, porque tinha uma interface conflituosa com 30 Prefeituras. E uma das ideias que ocorreram foi fazer um trabalho marcante que melhorasse nosso relacionamento com as sociedades locais, prefeitos, etc.. então fizemos a campanha através da ONG', conta o delator.

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Após a parceria, nas proximidades das eleições de 2010, quando Capez disputava a reeleição ao cargo de deputado estadual, o delator diz ter sido procurado por Luiz Carlos Francisco Martucci, fundador da entidade, que hoje é funcionário de gabinete do tucano na Assembleia. De acordo com o executivo da empreiteira, a quantia de R$ 100 mil foi paga em três parcelas ‘em espécie’ e foram operacionalizadas com ‘o próprio Martucci’. “Durante as eleições eu entendia que ele era quem ajudava o candidato'."

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