Candidatura de Tasso ao comando nacional do PSDB não é fácil
A possível candidatura do senador Tasso Jereissati ao comando nacional do PSDB já cumpriu a função de abrir o debate sobre o desembarque do governo golpista de Temer, do qual os tucanos foram os principais aliados. Com a proximidade eleitoral, alguns tucanos acham que devem limpar as plumas agora. Para Tasso Jereissati, o objetivo já foi atingido. Ele, pessoa física, descolou de Temer. Uma vitória de Tasso, entretanto, na eleição para a presidência nacional do PSDB, só se viabilizaria se os cardeais tucanos paulistas o apoiassem firmemente. Ao que parece, ainda não é o caso
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Ceará 247 - A possível candidatura do senador cearense Tasso Jereissati ao comando nacional do PSDB já cumpriu a função de abrir o debate sobre o desembarque do governo golpista de Temer, do qual os tucanos foram os principais aliados. Com a proximidade eleitoral, alguns tucanos acham que devem limpar as plumas agora. Outros, acham que ainda dá para esperar e continuar usando a máquina do governo federal, até o prazo limite da legislação. De um jeito ou de outro, dificilmente os tucanos poderão se colocar para o eleitorado como uma alternativa diferenciada de Temer. Na disputa eleitoral, é pouco provável que os adversários deixem que esse fato seja jogado para debaixo do tapete.
Para Tasso Jereissati, entretanto, pela postura mais equidistante das articulações do golpe e pelas posições mais recentes de abandonar o barco peemedebista, o objetivo já foi atingido. Ele, pessoa física, descolou de Temer. Na política do Ceará, Tasso pode até aparecer bem na fita. Além de não se confundir com Temer, apesar de todas as pressões, inclusive de alguns tucanos, não dá sinais de fechar acordo com o PMDB do senador Eunício Oliveira, esse sim, um dos principais articuladores do golpe.
Uma vitória de Tasso, entretanto, na eleição para a presidência nacional do PSDB, só se viabilizaria se os cardeais tucanos paulistas o apoiassem firmemente. Ao que parece, ainda não é o caso.
Com Aécio Neves fora do páreo para 2018, o governador paulista Geraldo Alckmin, pré-candidato à presidência da República em 2018, não vai comprar abertamente essa briga. Precisa do partido unido. O artigo do ex-presidente Fernando Henrique, considerado por alguns reforço a Tasso, aponta para Marconi Perilo. "Os cabelos não precisam ser tingidos, mas a alma deve ser nova". FHC descarta a ala dos cabeças pretas, liderados por Tasso e prega a unidade. "É hora também de juntar as facções internas e centrar fogo nos adversários externos". Com outro tucano paulista emplumado no ministério - Aloysio Nunes Ferreira - e vários cargos estratégicos na área econômica do governo Temer, dificilmente Tasso representaria a unidade.
A reunião que senador cearense vai realizar, para discutir a disputa interna da legenda, com os parlamentares e com o candidato já oficializado à presidência do partido, o governador de Goiás, Marconi Perillo, pode apontar para uma composição entre os dois blocos e não para o lançamento de sua candidatura, como querem os cabeças pretas.
De um jeito ou de outro, a situação do PSDB para enfrentar as eleições de 2018, ainda não está muito favorável. Mas, qualquer análise com mais consistência, prescinde de uma situação política mais estável, um coisa que não existe na atual conjuntura política brasileira.
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