Candidatos gastam muito mais do que arrecadam
Números disponíveis para consulta no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que os três principais postulantes à Prefeitura do Salvador arrecadaram até então muito aquém do que pretendem, mas os gastos com suas respectivas campanhas, apesar de serem de prospecção milionária, já ultrapassam significativamente o valor arrecadado
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Bahia 247
O candidato do PMDB, Mário Kertész, por exemplo, praticamente não arrecadou. Até então, segundo os dados oficiais da Justiça Eleitoral, o peemedebista conseguiu levantar fundos apenas da ordem de R$ 6,7 mil, fruto de doações de pessoas jurídicas.
Contudo, Mário já contratou despesas de cerca de R$ 1 milhão, sendo assim o que mais gastou até o momento na campanha em Salvador. O planejamento inicial do peemedebistas é para gastos de R$ 15 milhões.
No ranking dos candidatos com maior despesa, desponta em segundo lugar o democrata ACM Neto. Ele estimou ao TSE gastar R$ 18 milhões com sua campanha. Até esta segunda-feira (6), data de divulgação dos dados da Justiça Eleitoral, ele arrecadou R$ 890 mil, dos quais, R$ 600 mil são frutos do fundo partidário.
Interessante é que na prestação de Neto não há doação de pessoas jurídicas. Pessoas físicas contribuíram com R$ 40 mil, e R$ 250 mil vieram de "outras fontes". A campanha do Democratas registrou até o momento gastos de R$ 835 mil já faturados. O grosso dos gastos foi para a produção do programa de TV e rádio.
Já o candidato do PT, Nelson Pelegrino, está em segundo lugar na lista de arrecadações e em terceiro na comparação dos gastos com seus principais adversários. O petista já levantou até então fundos da ordem de 500 mil. No caso dele, o montante é originário apenas de pessoas jurídicas. Exatamente o contrário de ACM Neto.
Pelegrino gastou apenas cerca de R$ 67 mil, entre despesas com encargos financeiros e locação de imóveis. Os gastos representam 0,3% dos R$ 20 milhões que ele planeja gastar até o final da corrida.
O candidato do PRB, Márcio Marinho, registrou R$ 295 mil arrecadados, com recursos do fundo partidário. Ele registrou despesas contratadas de R$ 95 mil, que ainda não foram efetivamente pagas. Marinho estima gastar R$ 4 milhões.
Concorrente pelo PSOL, Hamilton Assis arrecadou R$ 5,3 mil com pessoas físicas, tendo gastado apenas R$ 54 mil dos R$ 300 mil previstos inicialmente. As despesas foram para pagamento de impostos e criação de site na internet.
O candidato Rogério da Luz (PRTB) não registrou doações nem gastos até o momento, apesar de ter estimado gastos em R$ 5 milhões.
Comitês sem atividade financeira
O jornal A Tarde levantou que os comitês financeiros dos principais partidos pouco movimentaram nas campanhas majoritárias. O comitê do PT em Salvador, por sua vez, não arrecadou nem gastou nenhum centavo. O comitê do DEM também não arrecadou nem gastou. Já o comitê financeiro do PMDB sequer declarou a prestação de contas parcial ao TSE.
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