Campos: O PSB nunca será sublegenda ou satélite

Em mais um recado claro aos petistas, o governador de Pernambuco e presidente nacional socialista, Eduardo Campos, afirmou ainda que o seu partido não pode ser subjugado pelos aliados; a fala teria sido repetida no encontro do gestor com a presidente Dilma Rousseff na noite da última segunda-feira (9)

Campos: O PSB nunca será sublegenda ou satélite
Campos: O PSB nunca será sublegenda ou satélite (Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ABR )


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PE247 – O recado foi claro e direto. Pouco antes de conversar, na noite desta segunda-feira (9), com a presidente Dilma Rousseff (PT), o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, adiantou, em entrevista ao Blog do Camarotti, do G1, que deixaria a aliada avisada de que a sua sigla não será uma “sublegenda ou satélite de outro partido”. A fala do socialista é endereçada aos petistas que questionam o processo de distanciamento, nos moldes regionais, do PSB e o flerte da tropa de Campos com rivais históricos do PT, como com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), no Recife.

Eduardo ainda afirmou que o crescimento do seu partido é fruto de um trabalho que, segundo o gestor, tem contribuído para a melhoria da política no País. Contudo, enfatizou que o fato de “saber fazer aliança” não impõe uma condição secundária ao PSB.

“O crescimento do PSB só faz melhorar a política e dar condições de oferecer mudanças para a população. O que tem que ficar claro é que o PSB é um partido que sabe fazer aliança, que sabe apoiar, mas não um partido para ser subjugado, não será nunca uma sublegenda ou satélite de outro partido”, asseverou Eduardo Campos.

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O governador ainda defendeu a tese de que os partidos que se mostram sem autonomia e marcham sempre como satélites de quem está no comando de momento do Executivo são fisiologistas e distantes da sociedade. “Os partidos que se deixam subjugar são normalmente partidos que vão no caminho, do fisiologismo, do patrimonialismo e de tudo que distancia a sociedade da política”, criticou.

A crise entre PSB e PT nasceu após o lançamento o rompimento entre os dois partidos em Fortaleza. Os socialistas se negaram a apoiar a candidatura indicada pelos petistas, que governam a capital cearense há oito anos. O ponto alto da desavença foi justamente no Estado governado por Eduardo Campos. Após um processo de autoesfacelamento do PT recifense, com direito a cancelamento de prévias e interferência do comando nacional petista no processo de escolha do nome da sigla para o pleito do Recife, o PSB praticamente isolou o antigo aliado dentro do campo governista e lançou representante próprio na sucessão.

Com a posição assumida pelos socialistas, figurões do PT, como o ex-ministro José Dirceu deixaram claro que o rompimento entre as duas legendas não poderia seria restrito às questões regionais, mas sim ao desejo socialista de se descolar dos petistas e brigar pela Presidência da República. Dirceu, inclusive, está montando um escritório no Recife para comandar a candidatura do senador Humberto Costa e “derrotar o novo inimigo do PT”. Esse embate ainda promete, durante os três meses de campanha eleitoral, capítulos extremamente quentes.    

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