Campos evita rebater PTB e diz que 2014 só em 2014
Após o senador Armando Monteiro (PTB-PE) cobrar do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), uma definição se será ou não candidato à Presidência da República, presidente do PSB voltou a afirmar que definirá apenas no próximo ano; Campos evitou comentar as cobranças do parlamentar e disse que não pressionará o seu aliado e que nem se sente pressionado para definir ainda neste ano qual rumo tomará visando o próximo pleito majoritário
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PE247 – Após o senador Armando Monteiro (PTB-PE) cobrar do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), uma definição se será ou não candidato à Presidência da República em 2014, o gestor pernambucano voltou a afirmar que só definirá se será ou não postulante apenas no próximo ano. O chefe do Executivo estadual evitou comentar as cobranças do parlamentar e disse que não pressionará o seu aliado e que nem se sente pressionado para definir ainda neste ano qual rumo tomará visando o próximo pleito majoritário.
“A lei já define quando é o tempo certo, é na convenção partidária. Já tem na lei dizendo que é em junho, os partidos têm até junho para fazer. Então, o tempo certo é até lá. Não dá para prever com essa exatidão qual vai ser a hora, mas, com certeza, será em 2014”, declarou o governador.
Na última segunda-feira (10), Armando Monteiro defendeu a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e observou que a dinâmica do processo eleitoral implicará numa definição sobre o projeto presidencial do governador já neste ano, o que seria uma forma de desenhar a formação dos palanques estaduais.
Aliado do PSB em Pernambuco, o parlamentar almeja se candidatar ao Governo do Estado, mas, em tese, não estaria na lista de Campos para sucedê-lo. O indicado mais provável seria o vice-governador, João Lyra Neto, que anunciou a sua desfiliação do PDT para ingressar no PSB, um indicativo de que o gestor está disposto a manter o PSB no comando do Executivo estadual.
Sobre o posicionamento do senador, Campos disse que tem muito respeito pelo congressista e pelos outros integrantes da Frente Popular, mas que está preocupado com a agenda administrativa. “Eu tenho que trabalhar, tenho que nomear médico para cuidar do povo, tratar de cuidar da segurança pública, do abastecimento de água, tratar de acompanhar a questão das chuvas, de fazer a recomposição da base econômica onde ficou seco demais. É isso que tenho que fazer e no tempo certo vamos tomar as decisões que cabem tomar no tempo certo. Não tem decisão a tomar agora”, afirmou, conforme a Folha de Pernambuco.
O gestor também comentou os resultados da pesquisa feita pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com o Instituto MDA. De acordo com o levantamento, a presidente Dilma Rousseff (PT) venceria com 52,8%, enquanto que o gestor ficaria em quarto, com 3,7%, atrás do senador Aécio Neves (PSDB-MG), em segundo (17%), e da ex-ministra de Meio Ambiente Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, em terceiro (12,5%).
Em um segundo cenário, sem o governador, Dilma também venceria no primeiro turno, com 54,2% das intenções de voto, enquanto que o tucano ficaria na segunda posição (18%) e Marina Silva, na terceira (13,3%). Brancos somariam 8,6% e não saberiam ou não responderiam, 5,9%. Para Campos, não se pode fazer uma análise antecipada acerca da pesquisa, porém, segundo ele, a disputa em dois turnos já é uma tendência das últimas eleições. “Isso é mais significativo do que pesquisa de opinião no momento porque é uma série histórica”, disse.
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