Campos: "Eu aplaudiria. Ela representa o Brasil"

Após condenar a forma como Dilma trata críticos do governo, governador de Pernambuco voltou a afagar a presidente e saiu em sua defesa contra as vaias da abertura da Copa das Confederações; “Se eu estivesse lá, aplaudiria. Ela representa o Brasil neste momento”, disse Eduardo Campos; enquanto petistas saíram em defesa da presidente, dizendo que "vaia de playboy não vale", opositores do governo viram nos apupos "um sentimento do País"

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PE247 - O governador de Pernambuco e virtual candidato à Presidência em 2014, Eduardo Campos, saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff no episódio das vaias dirigidas contra a chefe do Executivo Federal durante a abertura da Copa das Confederações, neste sábado (15), em Brasília. “Se eu estivesse lá, aplaudiria. Ela representa o Brasil neste momento”, disse Campos ao chegar para participar de uma festa junina na casa do vice-governador João Lyra Neto (PDT), em Caruaru, no Agreste do Estado.

O apoio vem dois dias depois de o socialista condenar a posição de Dilma diante de críticos do governo, reforçando o processo de constante aproximação e afastamento que o presidenciável vem conduzindo em relação ao governo federal, rumo a 2014. Nesta semana, depois de Dilma taxar de "Velho do Restelo" aquels que "torcem contra" o país, Campos reagiu: "Você acha que é proibido a gente discutir? É proibido dar opinião ou sugerir como é que pode ser feito? Ao mesmo tempo, vamos ajudando, botando obras para gerar emprego e animar a economia".

O arraial deste sábado, que varou o domingo, foi promovido pelo vice-governador e realizado em uma fazenda de sua propriedade. A festa reuniu mais de 800 convidados, entre eles políticos das mais diversas tendências, como o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), o senador e pré-candidato ao Governo do Estado, Armando Monteiro Neto (PTB), e o deputado federal João Paulo, cotado para disputar a sucessão estadual pelo Partido dos Trabalhadores.

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Na ocasião, João Paulo também saiu em defesa da  presidente Dilma e tentou minimizar o constrangimento vivenciado pela petista. “Eu já fui vaiado, o governador já foi vaiado. Vaia é comum para os políticos”, comentou o parlamentar.

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Quem também apoiou a presidente foi o deputado Dr. Rosinha (PT-PR). "Vaia de playboy não vale", escreveu o petista em seu perfil no Twitter. Para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a situação deveria ter sido evitada pela assessoria de Dilma. "Faltou avaliação política. Era um evento com ingresso caro, com classe média alta, classe A, não é essa a turma da Dilma e do Lula", justificou. Ex-líder do governo na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) minimizou: "Político no estádio é sempre vaiado, porque o povo ali quer ver futebol".

Já a oposição aproveitou para surfar nas vaias. "Essa vaia é um sentimento do País. A gente vê nas ruas que a situação é diferente de três anos atrás. Ali estava a classe média, mas as outras classes também estão sofrendo os efeitos da má administração do PT", disse Nilson Leitão (PSDB-MT), líder da minoria na Câmara. "A presidente conseguiu uma antipatia suprapartidária. Os fatores vão se acumulando, como a inflação, e isso pode levá-la a uma derrota", analisou o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO).

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