Campos e Wagner cobram juntos celeridade em obras
Governadores de Pernambuco e da Bahia criticaram cronograma da execução de obras em todo o país; enquanto Eduardo Campos (PSB), que almeja concorrer à presidência, cobrou celeridade na implantação da Ferrovia Transnordestina, o petista centrou fogo sobre os órgãos de controle que, em sua opinião, são responsáveis pela letargia vigente no Brasil; “É evidente que você tem que controlar. Santos e diabos existem em qualquer corporação. Agora não dá pra chegar ao extremo do tipo para ninguém roubar, ninguém faz", disse
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PE247 - Os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e da Bahia, Jaques Wagner (PT), se posicionaram quanto ao atraso no cronograma da execução de obras em todo o país. Enquanto Campos, que almeja concorrer à Presidência da República em 2014, cobrou celeridade na implantação da Ferrovia Transnordestina, o petista centrou fogo sobre os órgãos de controle que, em sua opinião, são responsáveis pela letargia vigente no Brasil.
“É evidente que você tem que controlar. O dinheiro público é sagrado. Agora não dá para generalizar. Não acho que a maioria dos brasileiros, empresários ou políticos, sejam desonestos. E me refiro a político de qualquer partido. Santos e diabos existem em qualquer corporação. Agora não dá pra chegar ao extremo do tipo para ninguém roubar, ninguém faz”, disparou o governador da Bahia, em um evento realizado nesta terça-feira (13), no Recife, e promovido pela revista Exame para discutir a economia da Região Nordeste.
Para Wagner, o Brasil não pode ser visto como uma “república de ladrões”. “Não estou falando pela tolerância e nem pela leniência, mas não dá para ter seis controladores, cada um achando que estou na república dos ladrões. Não está correta a forma como estamos pretensamente combatendo a corrupção”, afirmou. Segundo ele, o controle e as fiscalizações devem ser efetuados durante a execução das obras e não antes mesmo de serem iniciadas.
Como exemplo destas amarras, ele citou a construção da ferrovia Oeste-Leste, que corta a Bahia e está com as obras paralisadas por determinação dos órgãos de controle. “A Lei 8.666 está ultrapassada, mas a gente está com ela. Se fosse boa, não teria tanto roubo. A gente faz o preço da obra como um todo, quem oferece um preço você faz. Eu não posso olhar cada detalhe”, disparou.
Sobre este assunto, o governador Eduardo Campos limitou-se a cobrar celeridade no ritmo das obras de implantação da Ferrovia Transnordestina. A linha férrea, que é coordenada pelo Ministério da Integração Nacional, comandada pelo ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB), teve o seu ritmo de trabalho arrefecido nos últimos meses.
“Espero que a Transnordestina volte rápido e com maior brevidade ao ritmo que já teve no passado. O Governo Federal tem procurado se entender com o concessionário e com o empreendedor no sentido de viabilizar isso. O fato é que tivemos no passado muitas pessoas trabalhando na obra e nos últimos meses ela perdeu o ritmo”, comentou Campos. Como exemplo, ele destacou que o empreendimento, que já chegou a empregar cerca de 8 mil trabalhadores, viu este número cair em seis mil postos de trabalho.
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