Campos diz que "o dinheiro não é da presidenta"

Governador de Pernambuco e potencial candidato à Presidência da República voltou a criticar o governo de Dilma Rousseff; em resposta ao discurso do correligionário e ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que enaltecia os recursos liberados pela União para obras em Pernambuco (cerca de R$ 5 bilhões em recursos do PAC), Campos sapecou que "o dinheiro é do povo, é de Pernambuco, não é do governador. Assim como o dinheiro da União não é da presidenta"

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Paulo Emílio _PE247 - O governador de Pernambuco  e potencial candidato à Presidência da República pelo PSB em 2014, Eduardo Campos, voltou a criticar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Em resposta ao discurso do correligionário e ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que enaltecia os recursos liberados pela União para obras em Pernambuco, Campos sapecou que ’O dinheiro é do povo, é de Pernambuco, não é do governador. Assim como o dinheiro da União não é da presidenta (Dilma)’’.  O novo round aconteceu durante a tarde desta terça-feira (4), em Pesqueira, Agreste de Pernambuco, por ocasião da assinatura da ordem de serviço para a construção da Adutora do Agreste, uma das maiores obras de infraestrutura hídrica do País.

Em seu discurso, FBC esmerou-se em destacar a participação do Governo Federal nas obras que estão sendo realizadas em Pernambuco. Bezerra, observou que os recursos aplicados via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC I e II) já totalizam cerca de R$ 5 bilhões. “Nós do Ministério da Integração temos acelerado os investimentos em obras que vão levar segurança hídrica para o Nordeste. O ano de 2013 será um ano farto do ponto de vista do ministério”, afirmou FBC.

Logo após a cerimônia de assinatura da ordem de serviço para a construção da Adutora do Agreste, durante entrevista coletiva, Campos deu o troco ao discurso do correligionário. ‘’A gente construiu democracia exatamente para as pessoas que estão no governo não acharem que são donas do dinheiro. O dinheiro é do povo, é de Pernambuco, não é do governador. Assim como o dinheiro da União não é da presidenta’’, disparou.

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Momento antes, o gestor havia dito que o Estado havia conseguido os recursos por mérito próprio. “Quem arruma dinheiro é quem tem projeto bom, quem tem força política e faz com que o projeto aconteça. Tenho certeza que no PAC III vamos colocar esses projetos da terceira etapa da Adutora do Agreste”, afirmou. Apesar da aparente troca de farpas, FBC afagou o líder pessebista ao dizer que o desenvolvimento estadual se deve “a boa política, a determinação e a coragem de um jovem governador que se revelou não só para Pernambuco, mas para o Brasil, pela sua capacidade de se articular politicamente”, comentou.

Os entreveros entre Campos e FBC ganharam corpo em função da defesa cada vez mais veemente do governo Dilma por parte do ministro da Integração. FBC também tem se mostrado favorável a que o PSB permaneça na base de apoio do governo Dilma e desista de lançar candidato próprio para disputar o Palácio do Planalto. Uma das razões para este posicionamento é atribuída ao fato de FBC almejar sair candidato ao Governo Estadual por indicação de Eduardo. Como Campos até agora não se posicionou sobre o assunto, os elogios ao Governo Federal e as especulações de que FBC poderia trocar o PSB por outra legenda, seriam uma forma de pressão para que Eduardo se manifestasse sobre quem seria o indicado para sucedê-lo.

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Uma outra corrente, contudo, avalia que a troca de farpas entre eles seria uma espécie de jogo de cena para evitar possíveis retaliações do Governo Federal, que tem se mostrado cada vez mais incomodado com as constantes movimentações feitas por Campos no sentido de viabilizar os seus planos presidenciais.

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