Campos critica polarização entre PT e PSDB
Para o governador de Pernambuco e virtual candidato à presidência, petistas não podem deixar de reconhecer os avanços na gestão tucana com a estabilização econômica, quando Fernando Henrique Cardoso era presidente (1995-2003), e a distribuição de renda, com o PT, no período em que o ex-presidente Lula esteve à frente do Executivo Federal (2003-2011)
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PE247 – Cotado para se candidatar à Presidência da República em 2014, o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, criticou a polarização entre PT e PSDB, partidos rivais que governam o Brasil desde a metade dos anos 90. Para Campos, petistas não podem deixar de reconhecer os avanços na gestão tucana e vice-versa – a estabilização econômica, quando o principal nome do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, era presidente (1995-2003), e a distribuição de renda, com o Partido dos Trabalhadores, no período em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esteve à frente do Executivo Federal (2003-2011).
“Estamos desafiados a fazer um novo pacto social e político em torno da nova agenda, porque a agenda do século 20 foi cumprida. É preciso fazer essa solução sem o velho maniqueísmo: você não presta e eu não presto. O mundo não é assim. O Brasil precisa que esse debate maduro, sereno, possa caminhar para um novo pacto. E ele virá”, disse o gestor, segundo a Folha de Pernambuco.
Diferentemente do que era esperado antes de assumir o Governo do Estado, em 2007, Campos teve uma aproximação significativa com membros do PSDB. Em 2010, por exemplo, quando tentou a reeleição, 14 dos 17 prefeitos tucanos em Pernambuco, na época, apoiaram a candidatura do pessebista.
Em 2013, diante da antecipação da eleição presidencial 2014, surgiram especulações de que o gestor poderia apoiar num possível segundo turno o pré-candidato pelo PSDB, senador Aécio Neves (MG). Curiosamente, também neste ano, ambos defenderam a elaboração de um projeto que tira o direito de reeleição e propõe um mandato único de cinco anos para cargos do Executivo.
Segundo o chefe do Executivo pernambucano, a rivalidade entre partidos faz parte da “velha política”, sendo necessário construir uma nova agenda político-administrativa. “Pessoas em São Paulo estão na causa de melhorar a vida nos grandes centros. Como vamos dar resposta a isso? Com as velhas raposas da política procurando uma caixinha atrás de ministério e lugar para aparelhar? É isso que vai resolver? Não é. Ou nós imaginamos que vamos ser parte da mudança ou a mudança virá sem nós sermos parte dela”, disse Campos.
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