Campos cobra do Planalto 'SUS' para segurança

"A Federação está desafiada a organizar, sim, um sistema nacional de segurança pública", discursou o governador de Pernambuco, em solenidade de entrega de veículos de trabalho às polícias Militar e Civil, em Olinda; provável adversário de Dilma à Presidência em 2014, ele cobrou o governo federal: "Esse é um desafio de todos nós, governadores, prefeitos, e é também um desafio do governo federal estruturar [a segurança] de forma melhor"

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PE247 - Eduardo Campos ainda fala como governador de Pernambuco, mas soa cada vez mais como o presidenciável que, entre outros, deve desafiar a presidente Dilma Rousseff nas urnas em 2014. Nesta segunda-feira, enquanto participava da solenidade de entrega de veículos às polícias Militar e Civil em Olinda, o presidente nacional do PSB defendeu a criação de um "SUS" para a segurança pública. "A Federação está desafiada a organizar, sim, um sistema nacional de segurança pública", disse.

O governador pensa num sistema com novos mecanismos de financiamento ao setor de segurança, modelos de gestão e maior integração com Estados e municípios. "Esse é um desafio de todos nós, governadores, prefeitos, e é também um desafio do governo federal estruturar [a segurança] de forma melhor, como a saúde já conseguiu ter um Sistema Único de Saúde, como a educação consolidou uma política na sua Lei de Diretrizes Básicas", explicou.

Campos propõe a implantação de um sistema de transferências automáticas e periódicas de valores, desvinculadas de convênios, como acontece no SUS. Isso solucionaria problemas com a burocracia e contingenciamentos "que se repetem" no modelo atual, dificultando a execução das ações de segurança pelos governos federal, estaduais e municipais.

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'Romper o ciclo'

"A primeira atitude em relação à segurança pública, de maneira geral, é o município dizer que isso é com o Estado, o Estado dizer que isso é um problema nacional e a nação dizer que é com o Estado", analisou, completando: "Estamos vendo uma necessidade de romper esse ciclo". Segundo ele, há um debate sobre o tema, mas não existe meios de "financiar a política de segurança de forma tripartite".

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O socialista disse que um sistema nacional de segurança não implicaria na implantação em um modelo único de gestão nos Estados, pois "cada um tem sua realidade". "Tem como se aprender com diversos programas", sugeriu. "Hoje, percebe-se que é fundamental para sustentar resultados as ações sociais, de resgate da educação, saúde, serviços públicos elementares. Se não faz isso, não quebra o ciclo do crime", declarou o governador.

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