Campanhas de Marta receberam R$ 1 mi de caixa 2, dizem delatores

Campanhas eleitorais de Mata Suplicy ao Senado e à Prefeitura de São Paulo foram abastecidas com mais de R$ 1 milhão originários do caixa 2 da empreiteira Odebrecht; repasses, conforme depoimentos de delações premiadas de ex-executivos da construtora, teriam sido acertados por Carlos Armando Paschoal e Benedicto Júnior no apartamento da senadora, nos Jardins, em São Paulo; dinheiro em espécie teria sido entregue em hotéis de São Paulo por intermédio de doleiros

SP - SEMINÁRIO/MARTA/KASSAB - POLÍTICA - A senadora Marta Suplicy (PT-SP) durante o seminário "Brasil Metropolitano: A metrópole do século XX", que acontece na universidade   Mackenzie, na região central da capital paulista, nesta segunda-feira.     05/09
SP - SEMINÁRIO/MARTA/KASSAB - POLÍTICA - A senadora Marta Suplicy (PT-SP) durante o seminário "Brasil Metropolitano: A metrópole do século XX", que acontece na universidade Mackenzie, na região central da capital paulista, nesta segunda-feira. 05/09 (Foto: Paulo Emílio)


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São Paulo 247 - As campanhas eleitorais de Mata Suplicy ao Senado e à Prefeitura de São Paulo foram abastecidas com mais de R$ 1 milhão originários do caixa 2 da empreiteira Odebrecht. Os repasses, conforme depoimentos de delações premiadas de ex-executivos da construtora, teriam sido acertados por Carlos Armando Paschoal e Benedicto Júnior no apartamento da senadora, nos Jardins, em São Paulo.

Segundo Paschoal, em 2010 ele participou de uma reunião no apartamento e que "na ocasião, Márcio Toledo [marido de Marta] solicitou doação de recursos para a campanha de Marta Suplicy ao Senado Federal de São Paulo. Paschoal teria procurado Benedicto Junior, responsável pelo departamento de operações estruturadas, como era conhecido o departamento responsável pelo pagamento de propinas e repasses ilegais a parlamentares e agentes públicos, que apontou o valor de R$ 500 mil.

Quantia semelhante a repassada ao senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) teria irritado Toledo. "Márcio Toledo queixou-se do valor, dizendo que era uma desconsideração, já que Marta seria uma pessoa importante", afirmam os delatores em seu depoimento.

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Os repasses feitos em espécie teriam em hotéis de São Paulo por intermédio de doleiros. Marta era chamada pelo codinome de "Belo Horizonte" na lista de repasses da empreiteira.

Os depoimentos também dão conta de que a Odebrecht doou R$ 550 mil para a campanha de Marta à prefeitura de São Paulo em 2008. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Lava Jato na Corte, Edson Fachin, devolveu o pedido de abertura de inquérito à Procuradoria Geral da República, para que esta se pronuncie sobre a necessidade de apuração, já que pelas datas em que os crimes teriam acontecido e pela idade da parlamentar, os crimes teriam prescrevido.

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