Câmara retoma atividades, mas MPL mantém ocupação
Os parlamentares destacaram o posicionamento da Mesa Diretora, que busca "estreitar" o canal de comunicação entre o governo do Estado, a Prefeitura de Salvador e o Movimento Passe Livre (MPL); os manifestantes que ocupam o plenário da Casa desde o último dia 22 exibiam cartazes e gritavam frases ligadas ao movimento como "em São Paulo já caiu e em Salvador a tarifa também vai cair"
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Bahia 247
Depois de duas semanas sem atividade por causa da ocupação de um grupo de 20 integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) ao plenário da Câmara, os vereadores realizaram ontem a sessão que reabriu os trabalhos da Casa. No total, 37 dos 43 parlamentares participaram do compromisso. O retorno das atividades no Plenário Cosme de Farias, mesmo com a ocupação do MPL, seguiu orientação do Colegiado de Líderes.
Como não houve inscritos para o uso da Tribuna Popular, o presidente da Casa, vereador Paulo Câmara, do PSDB, abriu espaço para os vereadores que foram inscritos no Pinga Fogo.
Os parlamentares destacaram o posicionamento da Mesa Diretora, que busca "estreitar" o canal de comunicação entre o governo do Estado, a Prefeitura de Salvador e o MPL. Os manifestantes exibiam cartazes e gritavam frases ligadas ao movimento como "em São Paulo já caiu e em Salvador a tarifa também vai cair".
Gilmar Santiago (PT), líder da oposição na Câmara propôs que a Casa, juntamente com a bancada do governo, possa ampliar o diálogo junto ao Executivo para que o prefeito de Salvador receba uma comissão do grupo do MPL, antes da realização da audiência já marcada pelo movimento com o governo do estado para a próxima quinta-feira (8).
Outros assuntos como transporte público; programa Alfa e Beto; saúde; isenção das incorporadoras; voto aberto; desvios de verba da educação; e as manifestações que acontecem no país foram abordados pelos vereadores durante a sessão.
Instalados na sede do Legislativo municipal desde o último dia 22, o membros do MPL continuam a afirmar que só deixarão o local após a Prefeitura atender à "exigência" de redução da tarifa dos ônibus coletivos dos atuais R$ 2,80 para R$ 2,50. O prefeito ACM Neto (DEM), por sua vez, afirma que não tem como atender ao pleito.
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