Câmara de SP aprova privatização do Anhembi
O projeto teve 34 votos a favor, 11 contra e 3 abstenções e agora segue para sanção do prefeito João Dória; o texto teve duas emendas: uma delas prevê que 20% do valor da venda seja investido na Zona Norte e a segunda, quer evitar que os funcionários da SPTuris sejam demitidos com a privatização
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SP 247 - A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, na noite desta terça-feira (5), em segunda votação, o projeto de lei que prevê a privatização do complexo do Anhembi, na Zona Norte da cidade, e da São Paulo Turismo, a SPTuris, empresa oficial de turismo e eventos da capital. O projeto teve 34 votos a favor, 11 contra e 3 abstenções e agora segue para sanção do prefeito João Dória.
O texto foi aprovado com duas emendas. Uma delas determina que 20% do total obtido com a venda seja investido exclusivamente na Zona Norte. A segunda, quer evitar a demissão dos 350 funcionários da SPTuris. O projeto não define o que será feito com a área depois da venda. O complexo Anhembi possui 400 mil metros quadrados, divididos entre Sambódromo, Pavilhão de Exposições, Palácio das Convenções e um estacionamento com capacidade para 6,5 mil vagas.
Em primeira votação, emendas permitiram a realização de eventos religiosos no Sambódromo. O texto inicial previa que o espaço ficaria reservado para o Carnaval durante 60 dias por ano. O espaço ficará disponível para desfiles e ensaios por 45 dias no ano e reservado para eventos religiosos por 30 dias.
A SPTuris é uma empresa de capital aberto, mas 97% das ações são da Prefeitura. Ela administra o Anhembi e o Autódromo de Interlagos, organiza eventos que ocorrem nestes pontos (como o carnaval e shows musicais) e em outros locais, como o réveillon na Paulista. Em 2016, a empresa teve um prejuízo de R$ 68 milhões, de acordo com o portal de transparência da SPTuris.
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