Câmara de BH dá início ao fim do voto secreto

Vereadores aprovam em primeiro turno projeto que extingue o voto secreto nas seções da Casa. Para entrar em vigor a proposta deve ainda ser aprovada em segundo turno. Aprovação foi unânime

Câmara de BH dá início ao fim do voto secreto
Câmara de BH dá início ao fim do voto secreto (Foto: Divulgação)


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Minas 247 – Demorou, mas a Câmara Municipal de Belo Horizonte enfim aprovou a Proposta de Emenda à Lei Orgânica que acaba com o sigilo nas votações da Casa. Por unanimidade, os vereadores votaram a favor do fim do voto secreto. A proposta agora precisa ser aprovada em segundo turno. Nenhum parlamentar votou contra.

Confira a matéria do jornalista Marcelo Ernesto, do jornal Estado de Minas

Após muita polêmica, debates e protestos, a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) aprovou na tarde desta quinta-feira a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (PELO) 15/2012, que trata da extinção do voto secreto na Casa. Por unanimidade – 32 votos favoráveis -, os parlamentares concordaram com o substitutivo número 1, apresentado pelo vereador Fábio Caldeira (PSB), que extingue as duas únicas situações onde era possível não revelar o posicionamento: na análise de vetos do prefeito e na cassação de outros parlamentares. A Pelo ainda deve ser analisada em segundo turno

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Antes de iniciar a votação, vários vereadores se revezaram no microfone do plenário para defender a queda do sigilo. O vereador Arnaldo Godoy (PT) disse que o projeto representava “uma sintonia com a modernidade e com a democracia cada vez mais participativa”, disse. O presidente da Casa, vereador Léo Burgês (PSDB), que também foi um dos coautores do texto, afirmou que “a melhor opção é o voto aberto”. Segundo ele, o recurso do voto secreto foi usado anteriormente para que os parlamentares se protegessem do que ele classificou como “abusos do Executivo”, mas que atualmente perderam a razão de existir.

O autor da proposta, aprovada em primeiro turno, aproveitou o clima de boa vontade entre seus pares e pediu que a Pelo entrasse na pauta ainda este mês para ser apreciada em segundo turno.

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Com a aprovação do substitutivo número 1, a proposta apresentada pelo vereador Henrique Braga (PSDB) - que prêvia que a cada sessão os vereadores decidissem, por maioria de dois terços, se a votação seria secreta -, foi automaticamente prejudicada e não precisará ser analisada pelos vereadores.

À noite, durante evento de abertura do Congresso Mundial do Iclei – evento que faz parte da programação paralela da Conferência Rio + 20 -, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) comentou sobre a aprovação do projeto em primeiro turno. Lacerda disse que comentaria como cidadão, pois não queria interferir nas decisões da Casa. Ainda segundo ele, o projeto é importante pois traz mais transparência para as votações e pro Legislativo municipal.

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Plenário esvaziado

Na tarde dessa quarta-feira, depois de uma manifestação da população que pedia para que o projeto fosse votado com mais urgência, e após os manifestantes ficarem de costas durante o discurso de Maria Lúcia Scarpelli (PCB), a vereadora entendeu que se tratava de falta de respeito e pediu aos colegas para que a sessão fosse adiada. Para que a votação em plenário continuasse, era necessária a presença de pelo menos 21 vereadores, mas foram contabilizados apenas 18. Os manifestantes que acompanhavam a sessão entenderam a ação como manobra política.

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Nas galerias, cerca de 20 pessoas acompanharam a reunião por três horas na expectativa da aprovação da proposta de emenda à Lei Orgânica (PELO). Até as 18h, quando o plenário foi esvaziado, o discurso dos vereadores indicava que o fim do voto secreto estava próximo. Até mesmo Scarpelli, que foi contrária à ideia até então, saiu em sua defesa. Além dela, 20 parlamentares foram ao microfone manifestar voto favorável à extinção, sendo que 10 deles abandonaram a sessão posteriormente se dizendo indignados com as manifestações. O vereador Cabo Júlio (PMDB), um dos que saíram, se direcionou à galeria para avisar que a proposta não seria votada, de acordo com a integrante do movimento Ocupe Câmara, Débora Vieira.

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