Caetano sobre royalties: "Que Dilma vete essa lei"

Cantor e compositor baiano Caetano Veloso parte em defesa do Rio (onde mora) e do Espírito Santo sobre o texto aprovado pelo Congresso que prevê divisão das riquezas do petróleo por igual entre todos os estados; além de pedir que a presidente Dilma vete a matéria, o artista sugere ainda que, se a presidente não o fizer, o Judiciário impeça a regulamentação da lei; para tanto, Caetano apela para o "brilhante" presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa

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Bahia 247

O cantor e compositor baiano Caetano Veloso tem se tornado comentarista assíduo da política nos últimos anos. Desta vez, a pauta do artista é a polêmica possibilidade de divisão dos royalties do petróleo, que prevê divisão por igual das riquezas entre os estados produtores e não produtores. Texto aprovado no Congresso aguarda sanção da presidente Dilma Rousseff.

Em artigo publicado no jornal A Tarde, Caetano deu sua opinião e, para possível surpresa dos seus conterrâneos, o cantor baianos pediu que Dilma vete a divisão igualitária.

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Sob o título "O petróleo é nosso", Caetano lembra que nesta segunda-feira (26) haverá uma manifestação no Rio de Janeiro "contra a chamada emenda Ibsen", afirma que o projeto de lei "pune o Rio" e "é uma peça de demagogia igualitarista que desrespeita decisões já sacramentadas e fere a constituição de 1988".

Em defesa do Rio de Janeiro, onde mora, o cantor baiano diz ainda que a cidade "já sofreu o grande baque de deixar de ser a capital federal" e "não merece ser tratada pelo poder federal com tamanho desleixo".

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Além de pedir a Dilma o veto da do projeto, Caetano Veloso sugere ainda que, caso a presidente aprove a divisão igualitária, o poder Judiciário impeça a regulamentação da lei. Nesse ínterim, o artista tece elogios ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.

"Se o Legislativo adotou jogada demagógica que assegura sucessos eleitoreiros regionais, que o Executivo responda com altivez: que Dilma vete essa lei ou pressione para permitir uma discussão de médio prazo. E se não for o Executivo, que então seja o Judiciário. Esse Judiciário que brilhou com o discurso sóbrio de Joaquim Barbosa, o primeiro presidente negro do Supremo".

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O mais famoso filho de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo baiano, conclui seu artigo no A Tarde com um último apelo em defesa do Rio e do Espírito Santo, que encabeçam a lista de insatisfeitos com a nova regra de divisão dos royalties, devido às perdas de recursos que sofrerão.

"Contamos com a presidente, com o Supremo e com o bom senso. Que 'o petróleo é nosso' possa ser, por agora, um brado legítimo dos fluminenses e dos capixabas", diz Caetano no último parágrafo.

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