Caetano prefere ACM Neto e Fernando Haddad
Apesar de já ter dito que "prefere" ACM Neto (DEM) como próximo prefeito de Salvador, cantor e compositor baiano pondera uma questão polêmica: "Para ter um voto meu, ele precisaria declarar que o aeroporto de Salvador deve retirar o nome do seu tio. Detesto que ele se chame Aeroporto Luís Eduardo Magalhães"; já para a capital paulista, Caetano acredita que o melhor seria o candidato do PT, Fernando Haddad, que disputa a prefeitura no segundo turno com José Serra (PSDB)
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Bahia 247
O candidato do DEM à Prefeitura de Salvador, ACM Neto, vem comemorando desde o final de semana o apoio do cantor e compositor Caetano Veloso, que, em show com Gilberto Gil em Brasília, na última quarta-feira (17), disse que "Eu prefiro que ele (o democrata) ganhe logo".
Contudo, não será tão fácil assim para ACM Neto garantir o voto de um dos mais brilhantes artistas baianos. Em entrevista à Folha de São Paulo, publicada nesta terça, Caetano condiciona sua confirmação na urna a um assunto muito delicado para o neto do ex-governador Antônio Carlos Magalhães.
"Para ter um voto meu, ele precisaria declarar que o aeroporto de Salvador deve retirar o nome do seu tio. Detesto que ele se chame Aeroporto Luís Eduardo Magalhães". E agora, ACM Neto, vai assumir o compromisso?
O terminal aeroviário de Salvador, desde sua inauguração, se chamava Aeroporto Internacional Dois de Julho, em alusão à data mais importante para os baianos, a data que marca a Independência da Bahia. Até quem em 1998, faleceu o então deputado federal Luís Eduardo Magalhães, tio de ACM Neto, vítima de uma parada cardíaca, após uma caminhada. Enfim, hoje o aeroporto de Salvador é batizado com o nome do deputado do qual muitos baianos não se lembram.
O antigo nome do terminal soteropolitano é realmente recheado de história e satisfação para o povo. Em 1823, mesmo após a Independência oficial do Brasil, os portugueses continuaram dominando Salvador, à época a maior cidade brasileira.
Em 2 de julho daquele ano, as tropas do Exército libertador, formado principalmente por negros e índios, entraram na capital baiana e expulsaram definitivamente os militares portugueses.
E não é Caetano Veloso o responsável pela polêmica com o aeroporto, não. O governador Jaques Wagner (PT) sempre é questionado sobre o retorno do antigo nome. "Quando assumi [em 2006], me encheram o saco, como se dependesse de mim. Meu amigo, é uma lei federal. Eu tenho vontade [de recuar]. Nós fizemos um erro, na emoção de um cara que morreu antes da hora, que era um cara com trato bom com todo mundo, aí resolveram fazer uma homenagem. Como era simplesmente a data maior da Bahia, é óbvio que foi uma violência", disse Wagner também em entrevista à Folha.
"Então, eu já propus à família: 'Rapaz, a gente batiza edifício Luís Eduardo Magalhães o prédio do aeroporto, e bota Dois de Julho novamente, que é como se fosse o nosso Sete de Setembro'. Aí eles acham que é uma afronta. E é o contrário, seria uma grandeza", acrescenta o governador da Bahia.
Haddad
E, voltando a Caetano Veloso, mais política. A gestão de Jaques Wagner, aliás, foi um dos motivos citados pelo artista para preferir ACM Neto a um candidato petista na cidade. "Salvador está em péssimo estado com a dobradinha do amável Wagner e o abominável João H enrique [o prefeito, do PP]".
O músico, que chegou a fazer campanha por Marcelo Freixo (PSOL) no primeiro turno no Rio, também se manifestou favoravelmente a Fernando Haddad (PT), que enfrenta José Serra (PSDB) na capital paulista.
"Se morasse em São Paulo votaria em Haddad. Em Salvador, prefiro ACM. Mas felizmente não voto na Bahia, pois teria dificuldade com o nome do candidato".
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