Cachoeira busca refúgio na obra de Augusto Cury
Preso no Núcleo de Custódia no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, contraventor tem como companhia o guru brasileiro da autoajuda. Ele fica sozinho numa cela de 10 metros quadrados, com cama de concreto, vaso sanitário e ducha fria. Banho de sol é diário, por duas horas, e visitas de familiares e amigos apenas aos sábados
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Goiás247 - Para encarar os dias de solidão no cárcere de 10 metros quadrados no Núcleo de Custódia no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiás, o contraventor Carlinhos Cachoeira busca auxílio espiritual em livros de autoajuda. Conforme reportagem do jornal O Popular, o presidiário está lendo obras do famoso escritor Augusto Cury.
Cury é mais um mago da literatura de autoajuda e já vendeu mais de 60 milhões no Brasil e sua obra também faz sucesso no exterior. No Núcleo de Custódia, Cachoeira está sendo tratado como qualquer outro detento e tem direito a duas horas diárias de banho de sol. As visitas de familiares e amigos são liberadas apenas aos sábados. No domingo último ele não pode receber ninguém.
Cachoeira voltou a ser preso na última sexta-feira em conseqüência do mandando de prisão expedido pelo juiz Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás. O contraventor foi condenado a 39 anos e oito meses. A primeira noite Cachoeira passou na sede da Polícia Federal em Goiânia. No sábado, por volta de meio dia, a mulher dele, Andressa Mendonça, foi até a PF e deixou uma sacola de comida, mas não teve contato com o companheiro.
No final da tarde de sábado, numa operação que mobilizou grande escolta, Cachoeira foi transferido para o complexo prisional de Aparecida de Goiânia. A cela onde está o contraventor tem uma cama de concreto, chuveiro de água fria e vaso sanitário.
Antes de ser preso pela segunda vez, o empresário ficou mais de uma semana internado devido a um estresse agudo. Seu período de estadia no Instituto Neurológico foi acompanhado de perto pela imprensa e Cachoeira chegou a aparecer na janela do quarto para acenar e conversar com repórteres.
Um dos médicos disse que o contraventor demoraria um mês para se recuperar completamente do quadro de estresse e também precisaria tomar medicamentos para depressão por três meses.
Uma das vontades manifestadas pelo casal Andressa-Cachoeira logo após a libertação era a cerimônia de casamento, marcada para o dia 22 de dezembro. Não deu tempo.
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