Bright é um filme original da Netflix que poderia criticar o racismo, mas faz entretenimento bobo
Filme estrela Will Smith e traz criaturas fantásticas. Foi um dos destaques da Comic Con Experience no Brasil
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Por Pedro Zambarda do DigiClub
Bright foi um dos destaques do evento brasileiro Comic Con Experience (CCXP) em São Paulo. Filme estrelado por Will Smith, o ex-agente Jay de MIB, apareceu na feira nacional disfarçado de orc. O filme, produzido pela Netflix, é recheado de ação com muitas referências nerds.
Dirigido por David Ayer, o mesmo da bomba Esquadrão Suicida (2016), o longa tem um orçamento modesto de US$ 90 milhões e entrega mais ou menos o que promete. O problema é, assim como na história do grupo da Arlequina, o desenvolvimento da história.
Will é Daryl Ward, um policial de Los Angeles que chega a ser ferido numa emboscada com orcs em seu trabalho. Ele é o único oficial da corporação com um parceiro orc para agir nas ruas, chamado Nick Jakoby (interpretado por Joel Edgerton). A dupla vive num universo mágico que mistura os Estados Unidos que conhecemos com criaturas saídas do universo de Tolkien, o criador do livro "O Senhor dos Aneis", tais como os próprios orcs, elfos e anões. O ambiente lembra também bastante o RPG cyberpunk Shadowrun.
Ward e Jakoby se enfiam numa enrascada quando encontram uma elfa desgarrada dos Inferni, que possui uma varinha mágica que só pode ser controlada por escolhidos chamados Bright. A partir dai, os policiais e a fugitiva são perseguidos por todos os lados, incluindo oficiais federais, orcs foras-da-lei e gangues de humanos.
O filme faz uma óbvia metáfora entre os orcs e a luta dos negros nos EUA, mostrando que a marginalização racial pode ser exemplificada com seres fantasiosos. No entanto, a história não evolui além dessas referências, virando em pouco tempo um filme de ação convencional.
Bright foi lançado no dia 22 de dezembro de 2017. É o longa-metragem de Natal e de final de ano.
Se você não quer pensar muito, pode ser uma boa pedida.
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