Brigada lança bombas contra petroleiros no RS

A Brigada Militar lançou bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes nas proximidades da Refinaria Alberto Pasqualine (Refap), em Canoas; o ato reunia funcionários da Petrobras e integrantes de centrais sindicais que apoiam a paralisação dos petroleiros

A Brigada Militar lançou bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes nas proximidades da Refinaria Alberto Pasqualine (Refap), em Canoas; o ato reunia funcionários da Petrobras e integrantes de centrais sindicais que apoiam a paralisação dos petroleiros
A Brigada Militar lançou bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes nas proximidades da Refinaria Alberto Pasqualine (Refap), em Canoas; o ato reunia funcionários da Petrobras e integrantes de centrais sindicais que apoiam a paralisação dos petroleiros (Foto: Voney Malta)


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Giovana Fleck/Sul 21 - Anunciada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), a greve dos petroleiros teve início nesta quarta-feira (30). Na Região Metropolitana de Porto Alegre, manifestantes se reuniram nas proximidades da Refinaria Alberto Pasqualine (Refap), em Canoas, para ocupar o local e realizar um ato em apoio à entidade. No entanto, segundo a Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT– RS), um esquadrão do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar se posicionou em frente à entrada do local para barrar o acesso.

Com a aproximação do grupo, a Brigada lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersá-los. De acordo com a CUT, ninguém foi atingido ou ferido – as pessoas na linha de frente teriam conseguido desviar das bombas.

A partir disso, foi iniciada uma negociação entre os brigadianos, sob comando do tenente-coronel à frente do 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Porto Alegre, Oto Eduardo Amorim, e os manifestantes presentes.

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A liberação foi concedida pouco depois. Assim, falas começaram a ser feitas no chamado ‘Ato pela soberania’, em apoio aos petroleiros. “Essa greve coloca a pauta: a Petrobras vai continuar seguindo a política de Pedro Parente e garantir nosso petróleo para outros países ou vamos regular os preços com políticas internas?”, questionou o presidente da CUT, Claudir Nespolo, presente no ato.

Nespolo acrescenta que a sucessão entre a greve dos caminhoneiros e a greve dos petroleiros reflete o momento de indefinição na política. “A greve dos caminhoneiros está em um momento muito estranho, onde se defende a volta da ditadura militar – que é algo que nunca apoiaríamos. Estamos orientando eles a se somarem na defesa da Petrobras, já que o problema não é só a redução dos impostos sobre o diesel.”

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Segundo a CUT, participam do ato: o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), o Sindicato dos Bancários (SindBancários), o Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro/RS),  o Sindicato dos Técnico-administrativos da UFRGS, UFCSPA e IFRS (Assurgs); além de categorias como metalúrgicos, sapateiros e prestadores de serviço vinculados à indústria da alimentação.

O ato deverá seguir durante o dia. Após o fim das falas, a continuidade da mobilização será organizada pelos presentes.

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