Brasileiro quer diversidade na Amazon local
Consumidor também espera que a maior varejista online do mundo ofereça produtos inovadores no mercado nacional. R$ 172,00 é o gasto médio na amazon.com
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Luciane Macedo _247 - A chegada da Amazon ao Brasil é um dos eventos mais aguardados do e-commerce nacional. Se vai se concretizar ainda este ano ou ficar para 2013, o vice-presidente da empresa, que esteve na Bienal do Livro, em São Paulo, não revelou. Fato é que o início das operações no País da maior varejista online do mundo é cercado de grande expectativa, tanto para clientes fiéis da amazon.com, que vão poder pagar em real e diminuir a espera pelos produtos que se pode trazer de lá, quanto para os ansiosos em ver a eficiência da operação de Jeff Bezos rivalizar com o status quo.
As principais empresas do comércio eletrônico nacional, três das quais (americanas.com, Shoptime e Submarino) foram ameaçadas de ter suas operações suspensas este ano pelo Procon, vão ter de se mexer para encarar a Amazon Brasil à medida em que ela amplia sua oferta de produtos -- o pontapé inicial de vendas deve ficar por conta de livros, música, filmes e games, além do Kindle. Nos Estados Unidos, a Amazon não só vende de tudo, como também promete e cumpre: desde 1995, é signed, sealed, delivered.
O mercado brasileiro de livros já está em polvorosa com a concorrência. E enquanto ainda se engatinha por aqui no front digital, com uma oferta pífia e cara de títulos e leitores de e-books, a Amazon atingiu a marca de 100 milhões de downloads de livros digitais para o Kindle no último dia 28. Para qualquer ávido leitor apaixonado por gadgets, e que até paga mais caro pelo livro digital, seria idílico encontrar no mercado nacional a ampla oferta do Kindle (são mais de 180 mil livros) aliada a melhores preços.
Para medir o pulso dos consumidores locais às vésperas do desembarque da gigante americana, a e-bit realizou uma pesquisa online com 3.125 deles em agosto. O que eles mais esperam encontrar na Amazon brasileira é uma "maior diversidade de produtos" que o atualmente oferecido no e-commerce nacional, além de "produtos inovadores". Apenas 4% dos entrevistados disseram que não comprariam no site local da Amazon.
A e-bit também constatou que pouco mais de um quarto dos entrevistados têm o hábito de fazer compras pela internet em sites estrangeiros. Destes, 26% já compraram na Amazon. Os brasileiros gastam na gigante americana mais do que em outros sites gringos: o tíquete médio é de R$ 172,00 na Amazon, ficando em R$ 158,00 no restante. Mas o valor é inferior ao que engorda o caixa da principal concorrente da Amazon, a BestBuy, cujo tíquete médio fica em R$ 212,00.
O preço, aliás, é o principal fator que decide a compra na varejista de Jeff Bezos, também segundo a e-bit. Curiosamente, porém, apenas 26% dos clientes nacionais do site americano ouviram falar que a Amazon terá uma loja no Brasil em breve.
O domínio amazon.com.br já foi assegurado -- depois de uma disputa judicial que durou anos. A estreia no Brasil estava prevista para abril, depois foi adiada para este mês e parece ter sido novamente postergada -- para meados de 2013, segundo o Brasil Econômico. A Amazon procura por um centro de distribuição no País, diz o jornal.
Em março, a IstoÉ Dinheiro afirmou que concorrentes como a Saraiva estariam ameaçando editoras para dificultar a entrada da Amazon no mercado brasileiro. O CEO da Saraiva negou as acusações e disse que esse tipo de "burburinho" é normal diante da chegada de um grande competidor.
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