Brasileiro gastará R$ 427,5 bilhões em juros com empréstimos de março

Brasileiros terão que pagar R$ 427,5 bilhões apenas em juros no prazo de 12 meses com crédito caro obtido em março, segundo levantamento da Creditas, plataforma de empréstimos, com base em dados do Banco Central; esses juros são derivados de cheque especial, rotativo e parcelado do cartão de crédito e empréstimo pessoal e mostram um aumento de 6,5% em relação aos pagamentos de juros em março de 2016; juntas, essas modalidades representam juros médios de 242% ao ano

Brasileiros terão que pagar R$ 427,5 bilhões apenas em juros no prazo de 12 meses com crédito caro obtido em março, segundo levantamento da Creditas, plataforma de empréstimos, com base em dados do Banco Central; esses juros são derivados de cheque especial, rotativo e parcelado do cartão de crédito e empréstimo pessoal e mostram um aumento de 6,5% em relação aos pagamentos de juros em março de 2016; juntas, essas modalidades representam juros médios de 242% ao ano
Brasileiros terão que pagar R$ 427,5 bilhões apenas em juros no prazo de 12 meses com crédito caro obtido em março, segundo levantamento da Creditas, plataforma de empréstimos, com base em dados do Banco Central; esses juros são derivados de cheque especial, rotativo e parcelado do cartão de crédito e empréstimo pessoal e mostram um aumento de 6,5% em relação aos pagamentos de juros em março de 2016; juntas, essas modalidades representam juros médios de 242% ao ano (Foto: Aquiles Lins)


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Do Infomoney - Os brasileiros terão que pagar R$ 427,5 bilhões apenas em juros no prazo de 12 meses com crédito caro obtido em março, segundo levantamento da Creditas, plataforma de empréstimos, com base em dados do Banco Central.

Esses juros são derivados de cheque especial, rotativo e parcelado do cartão de crédito e empréstimo pessoal e mostram um aumento de 6,5% em relação aos pagamentos de juros em março de 2016. Juntas, essas modalidades representam juros médios de 242% ao ano.

"Os números mostram que apesar do volume total de crédito nessas modalidades encolher 3,5% em um ano, produtos que têm como característica juros altos e curto prazo corroeram mais intensamente o orçamento das famílias no período, com a aceleração das taxas pressionando o custo da dívida", explica Sergio Furio, fundador e CEO da Creditas.

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De acordo com dados divulgados pelo Banco Central na quarta-feira (26), do total de R$ 810 bilhões em crédito com recursos livres concedidos para pessoa física, R$ 180 bilhões estão concentrados em operações dessas modalidades.

"O brasileiro está ficando mais consciente na hora de tomar crédito, mas segue com mais de um terço do total das dívidas expostas a esses produtos. Embora a Selic esteja caindo, os preços desses produtos estão ficando mais caros", diz Furio.

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No mês passado, a taxa de juros do cheque especial subiu para 328% ao ano, alta de 27,2% em 12 meses, e os juros do rotativo do cartão de crédito avançaram para 490% ao ano. Os juros do parcelamento do cartão de crédito cresceu 12,6%, passando para 158% ao ano. O empréstimo pessoal não consignado encerrou março em 135% ao ano, acumulando alta de 8,8% em 12 meses.

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