Brasil vende o presente para pagar o passado, diz Bohn Gass
Deputado federal Elvino Bohn Gass, do PT do Rio Grande do Sul, criticou o programa de privatizações que vem sendo conduzido pelo governo Michel Temer, afirmando que isso criará monopólios privados e resultará em serviços piores para os consumidores; "A privatização venderá o presente para pagar o passado, criará monopólios privados, reajustará os preços e prestará piores serviços", disse Bohn Gass; segundo ele, o dinheiro arrecadado com a venda de bens estatais para a iniciativa privada não é investido em áreas básicas, como educação, saúde ou segurança
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Sputnik - O deputado federal Elvino Bohn Gass, do PT do Rio Grande do Sul, criticou em entrevista à Sputnik Brasil o programa de privatizações que vem sendo conduzido pelo governo do presidente Michel Temer, afirmando que isso criará monopólios privados e resultará em serviços piores para os consumidores.
"É alardeado que a privatização do setor de telecomunicações possibilitou que todo mundo tenha um celular, mas a que preço? As pessoas pagam 4 linhas, uma de cada operadora, para conseguir falar com a avó, com a tia, primo. Você até tem mais linhas, mas a um preço exorbitante. Outro problema é a troca de um monopólio estatal por um privado. O Estado deixa de participar na regulação de preços e o 'tal mercado', com sua 'mão invisível', atinge em cheio o consumidor. O setor de telefonia é também o campeão de reclamações dos consumidores.
Então, a privatização venderá o presente para pagar o passado, criará monopólios privados, reajustará os preços e prestará piores serviços", disse Bohn Gass, relembrando o processo de privatização das telecomunicações, ocorrido no final dos anos 1990, no governo de Fernando Henrique Cardoso.
De acordo com o deputado, esses problemas já estão acontecendo no Brasil hoje, e, para piorar a situação, o dinheiro arrecadado com a venda de bens estatais para a iniciativa privada não é investido em áreas básicas, como educação, saúde ou segurança.
"Com o Teto de Gastos, o valor excedente de uma receita extra, por exemplo, é abatido da dívida. Não pode aumentar o orçamento acima da inflação, e isso por mais 19 anos. Esse dinheiro extra, em qualquer quantia que entrar, será usado para abater o déficit, que segundo o próprio governo será do mesmo tamanho desse ano, de R$ 159 bilhões. Se pagar tudo isso, ele será usado para abater os juros da dívida. Educação, saúde, segurança? Não receberão nenhum centavo a mais."
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