Bordoni: “Alguns não querem apurar coisa alguma”
Frase do jornalista em depoimento à CPI irritou parlamentares; "A verdade dói", disse ele; deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) o acusou de fazer ilações
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247 – O jornalista de Goiânia Luiz Carlos Bordoni afirmou em depoimento nesta quarta-feira, na CPMI do Cachoeira, que "alguns não querem apurar coisa alguma", em referência aos membros da comissão que investiga as relações do contraventor. A frase revoltou alguns parlamentares, principalmente o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que o acusou de não se ater ao fato e sim de fazer ilações. "Eu não estou aqui fazendo ilações, mas me defendendo dos ataques que me foram feitos", disse o depoente. "A verdade dói", acrescentou.
Em seu depoimento, o jornalista disse que não sabia da origem do dinheiro que recebeu pelos trabalhos prestados na campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo. Segundo ele, o número da conta de sua filha – responsável por cuidar de suas finanças – foi dado a Lúcio Fiúza Gouthier, ex-tesoureiro da campanha de Perillo e responsável por fazer os depósitos ao jornalista.
Bordoni negou a versão dada recentemente por Andressa Mendonça, esposa de Carlos Cachoeira, de que ele teria extorquido o governador para receber o dinheiro. O jornalista, que disse ter trabalhado como radialista, envolvendo até seu nome nos jingles da campanha – segundo ele, por acreditar no candidato – afirmou ter recebido uma primeira parcela de R$ 40 mil "das mãos do candidato", uma segunda de R$ 30 mil e a terceira de R$ 10 mil, esta em dinheiro entregue pelo presidente da Agência de Transportes e Obras (Agetop) de Goiás, Jayme Rincón - que também prestaria depoimento hoje à CPI, mas alegou estar impossibilitado por motivo de doença.
"Prestei um serviço limpo e esperava ser pago com dinheiro limpo, não com dinheiro da contravenção", disse o jornalista. Bordoni afirmou que seu nome e o nome de sua filha (Bruna) apenas apareceram no mundo da contravenção por causa de Lúcio Fiúza, que teria passado os dados da conta de Bruna a empresas ligadas a Cachoeira – Alberto e Pantoja Construções e Terraplanagem. "Quando Bruna foi citada como laranja do senador [Demóstenes], evidente que isso nos causou imensa indignação. Jamais saberíamos que o número da conta teria sido passado a empresas ligadas ao Cachoeira. Mas o senhor Lúcio o fez". O depoente também colocou à disposição da CPI seus sigilos bancário, fiscal e telefônico para contribuir com as investigações.
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