Bonfim: sem Wagner, pré-candidatos testam força
A corrida pela sucessão do governador Jaques Wagner (PT) fervilha há um ano e meio da eleição e ganha a imprensa nacional; nota da coluna Painel, da Folha, dá como destaque o vice-governador Otto Alencar (PSD); a senadora Lídice da Mata (PSB); o chefe da Casa Civil, Rui Costa; e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (PDT), o mais entusiasmado; "Quero ser governador da Bahia"; como Wagner não participou da festa, os aliados disputaram a companha da primeira-dama, Fátima Mendonça
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Romulo Faro - Bahia 247
Alguns dizem que não é o momento, mas outros põem lenha na fogueira e fazem fervilhar a corrida pela sucessão do governador Jaques Wagner (PT), cujo pleito acontece ainda em outubro de 2014.
A 'guerra' foi destaque na tradicional Lavagem do Bonfim, ontem, e ganhou as páginas nacionais. Abaixo nota da coluna Painel, da Folha.
Sincretismo... Sem Jaques Wagner, o ritual da lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim, em Salvador, atraiu ontem quatro pré-candidatos ao governo. Todos queriam aparecer na foto ao lado da primeira-dama Fátima Mendonça e do novo prefeito ACM Neto (DEM).
... do voto Os postulantes à sucessão baiana que aderiram à caminhada religiosa foram Otto Alencar (PSD), vice-governador, Rui Costa (PT), chefe da Casa Civil, Marcelo Nilo (PDT), presidente da Assembleia, e Lídice da Mata (PSB), senadora.
Lídice é conhecida nos bastidores por 'rezar' a cartilha de Wagner. Ou seja, fará o que o governador lhe orientar. Por outro lado, o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, já disse que o partido deve lançar a senadora na disputa. É aguardar para ver.
Em situação semelhante, o vice-governador Otto Alencar (PSD), na análise dos caciques da política baiana, é o único nome com potencial eleitoral do qual Jaques Wagner dispõe. Otto nega veementemente e chega a se irritar quando questionado sobre sua articulação.
Contudo o presidente do PSD, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, garante que Otto será candidato.
Com discurso ameno, apesar de ser dado por alguns como o favorito de Wagner, o chefe da Casa Civil do Estado, Rui Costa, afirma que prioridade é "trabalhar pela Bahia" e que o governador é quem comanda as articulações.
Entre os quatro 'destaques' da Lavagem, o mais eufórico é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, do PDT. "Quero ser governador da Bahia", afirma, a qualquer pessoa que lhe perguntar.
Seu nome foi lançado ao tabuleiro pelo presidente nacional do PDT, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi.
O governador Jaques Wagner não participou da festa religiosa (pela primeira vez) porque está em viagem oficial à China, em companhia do secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli. O ex-presidente da Petrobras também tem seu nome com forte cotação e é o candidato do ex-presidente Lula.
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