BH, 115, busca novo rumo
Modelo de crescimento que prioriza o asfalto e o automóvel fracassou: aos 115 anos comemorados nesta quarta-feira (12/12), a capital mineira convive com problemas sérios no trânsito e na mobilidade urbana. Mais transporte público e a descentralização são alternativas viáveis
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Minas 247 - Belo Horizonte completa 115 anos nesta quarta-feira (12/12) com um desafio e tanto: com 2,3 milhões de habitantes, nunca a capital mineira enfrentou tantos desafios com trânsito e mobilidade urbana quanto atualmente. Um problema que afeta todas as classes sociais e moradores de todos os bairros da cidade, quase indistintamente.
Mesmo a série de obras viárias que se espalham pela cidade são incapazes de conter a expansão do número de automóveis. Em 10 anos, o número de veículos nas ruas dobrou, de 700 mil para 1,5 milhão/dia, mas as alternativas viárias não acompanharam esse ritmo.
A aposta do prefeito Marcio Lacerda (PSB), por enquanto, é o BRT (bus rapid transit), na Avenida Antônio Carlos. Também as vias Pedro I, Pedro II e a região central deverão receber projetos do BRT. Basta? Provavelmente, melhora um pouco, mas estará longe da solução.
Alternativas em expansão em outras metrópoles, como o uso da bicicleta, esbarram em obstáculos talvez maiores. Além da pouca prioridade recebida do poder público nos últimos anos, o uso da bicicleta como meio de transporte fica mais difícil pela conjugação de dois fatores: há poucas ciclovias e, sem elas, andar de bicicleta pelas regiões mais centrais é perigoso; sobretudo nos bairros, há um sem número de ladeiras em BH, dificultando o uso desse meio de transporte como alternativa para ir ao trabalho.
O metrô, sem dúvida, seria a melhor solução. Há anos o belo-horizontino, de um modo geral, quase ignora essa modalidade de transporte. As estações existentes servem a poucos bairros da cidade. Há um projeto de expansão em vista, que ligaria principalmente a região da Pampulha à Savassi, atravessando o centro de BH. Mas o próprio prefeito Lacerda já avisou que o prazo para conclusão é longo e para depois de 2016.
De qualquer modo, há algumas reformas em estudo que podem melhorar um pouco. Caso da nova rodoviária, que desafogaria o trânsito no centro, e a melhora do Anel Rodoviário -- que há muitos anos deixou de ser rodovia e, na prática, é uma das mais movimentadas avenidas da cidade.
Nos últimos anos, sobretudo depois da inauguração da Cidade Administrativa, BH passou a voltar a crescer mais consistentemente para a região norte. Mas o poder público terá que mostrar jogo de cintura para aliar essa necessidade de expansão e o respeito ao meio ambiente.
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