Bahia tem terceira condenação por feminicídio
A Bahia registrou a terceira condenação por feminicídio, menos de uma semana após a segunda sentença; sesta vez, um homem foi condenado a 28 anos de prisão, em regime fechado, por ter matado a ex-companheira Adriana de Souza Santos, em setembro de 2016; a sentença foi proferida ontem (17) pelo Tribunal de Justiça, no município de Jeremoabo; de acordo com o Ministério Público, Gilberto Damasceno Cândido cometeu o crime por não ter se conformado com a separação do casal; a sentença levou em conta o fato de a vítima ser mulher e o autor do crime tê-la subjugado "como sua posse" e ter deferido "um golpe de faca contra ela, causando a morte"
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Sayonara Moreno - correspondente da Agência Brasil
A Bahia registrou a terceira condenação por feminicídio, menos de uma semana após a segunda sentença. Desta vez, um homem foi condenado a 28 anos de prisão, em regime fechado, por ter matado a ex-companheira Adriana de Souza Santos, em setembro de 2016.
A sentença foi proferida ontem (17) pelo Tribunal de Justiça, no município de Jeremoabo, a 360 quilômetros de Salvador. No entanto, foi divulgada somente hoje (18) pelo Ministério Público da Bahia. Segundo o órgão, Gilberto Damasceno Cândido cometeu o crime por não ter se conformado com a separação do casal. A sentença levou em conta o fato de a vítima ser mulher e o autor do crime tê-la subjugado "como sua posse" e ter deferido "um golpe de faca contra ela, causando a morte".
A sessão do tribunal do Júri foi presidida pelo juiz Leandro Ferreira Moraes, que considerou as características do crime como feminicídio, além de "motivo fútil e uso de recursos impossibilitando a defesa da vítima".
Desde a criação da Lei do Feminicídio, este é o terceiro caso de condenação pelo crime cometido na Bahia "contra a mulher por razões da condição de sexo feminino. O segundo caso ocorreu na semana passada, no município de Monte Santo. A primeira condenação por feminicídio no estado foi registrada em Salvador, em maio deste ano.
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