Bahia produzirá 8% do vanádio global
A canadense Largo Resources e o governo do estado lançaram ontem a pedra fundamental em Maracás (BA); mina será a primeira da Américas e terá responsabilidade por 8% da produção global do metal - e com o menor custo do mundo, segundo a companhia; resistente a choques e à corrosão, o vanádio é utilizado para dar mais força para ligas de aço
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Bahia 247
A Bahia será sede de uma das maiores mineradoras de Vanádio do mundo ainda neste ano. A canadense Largo Resources e o governo do Estado lançaram ontem a pedra fundamental em Maracás (BA). A mina será a primeira da Américas e terá responsabilidade por 8% da produção global do metal - e com o menor custo do mundo, segundo a companhia.
Resistente a choques e à corrosão, o vanádio é utilizado para dar mais força para ligas de aço. É usado, por exemplo, nas indústrias bélica, aeronáutica, aeroespacial, na construção civil, na produção de aço inoxidável para instrumentos cirúrgicos e ferramentas e em uma gama de produtos menores, como os isqueiros.
Os primeiros quilos do metal da Vanádio de Maracás, subsidiária da Largo Resources e dona do projeto, serão produzidos no último trimestre deste ano, segundo Mark Brennan, presidente da companhia canadense. A empresa já obteve a maior parte das licenças necessárias para produzir e está em fase de finalização das obras, na etapa de instalações elétricas e montagem de equipamentos.
O investimento somará US$ 275 milhões, sendo US$ 175 milhões do BNDES, tendo como garantidores os bancos Itaú, Bradesco e Votorantim. O valor inclui a compra do projeto, em 2007, da Odebrecht e da Vale, que até a ocasião haviam estimado as reservas de minerais em 10 milhões de toneladas. Em estudos posteriores, a Vanádio de Maracás identificou o volume de 23 milhões de toneladas, o que dará à mina uma vida útil de 29 anos.
"Agora, não precisamos mais de recursos, só precisamos finalizar a construção," disse o executivo em entrevista ao Valor Econômico. Ele afirma que a unidade vai gerar receita anual de pelo menos US$ 120 milhões a partir do ano que vem. Neste ano, serão desembolsados US$ 35 milhões.
O governador Jaques Wagner comemorou a parceria. "São ações como essa, de atração de investimentos, que possibilitaram em seis anos a geração de mais de 200 mil postos de trabalho com carteira assinada e o mais importante é que 62% desses postos foram no interior, nas áreas de agronegócio, apoio a pequenas indústrias, serviços, mineração, entre outros".
O alto teor de vanádio contido em Maracás - de 1,34%, contra 0,5% em algumas das principais minas do mundo - deve garantir altas margens à companhia, afirma Brennan. Segundo Mark, o custo do quilo do vanádio do projeto foi estimado em US$ 12, enquanto o preço de mercado está em US$ 32. O pentóxido de vanádio, que será o primeiro produto produzido pela empresa e tem os mesmos usos das ligas ferro-vanádio, terá um custo de US$ 2,10 por libra-peso, enquanto o preço no mercado está em torno de US$ 7 por libra-peso.
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