Bahia pode deixar de incinerar lixo de fora
"Não podemos permitir essa prática, pois é a saúde da população que está sendo exposta a todo tipo de doença. Se São Paulo não incinera seu lixo porque a responsabilidade deve ser nossa?", questiona o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa (AL-BA), deputado Adolfo Viana (PSDB), sobre lixo tóxico de São Paulo que é incinerado em Camaçari
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Bahia 247
A polêmica sobre o envio de lixo tóxico da Rhodia, empresa de São Paulo, para incineração em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, ganha proporção maiores.
Em reunião nesta quarta-feira (28), a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa (AL-BA) decidiu que solicitará em definitivo ao secretário estadual de Meio Ambiente, Eugênio Spengler, que a Bahia não seja responsável pela incineração de resíduos tóxicos originados de outras unidades federativas.
"Não podemos permitir essa prática, pois é a saúde da população que está sendo exposta a todo tipo de doença. Se São Paulo não incinera seu lixo porque a responsabilidade deve ser nossa?", questionou o deputado Adolfo Viana (PSDB), presidente do colegiado.
Requerimento apresentado pelo deputado Elmar Nascimento (PR) afirma que o lixo tóxico que vem de São Paulo é incinerado em uma fábrica de cimento na cidade de Campo Formoso e é a mesma substância (pentaclorofenol e hexaclorobenzeno) enviada pela empresa Rhodia, para a Cetrel-Lumina e que por força de denúncia da Câmara Municipal de Camaçari, teve a incineração suspensa.
Interessante é que o Ministério Público de São Paulo proibiu a incineração do produto no estado por ser nocivo à saúde. "Enquanto não se tem uma definição quanto aos prejuízos que a queima desta substância possa trazer á população a incineração deve ser suspensa", opina a deputada Maria Del Carmen (PT).
Defensor da causa há mais de dez anos, o deputado petista Bira Coroa, cujo reduto eleitoral é Camaçari, afirma que além da incineração há a preocupação com o transporte, que passa por quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo ou Minas Gerais e Bahia).
"O material passa por áreas urbanas, reservas e mananciais, e com os efeitos do produto da queima, como cinzas e gazes lançados à atmosfera, que também é nocivo".
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